Unidades de saúde em Goiânia terão horário de atendimento estendido, diz secretária

Programa é uma iniciativa do Governo Federal que será implantada em Goiânia nos próximos quatro meses

Foto: Lívia Barbosa/Jornal Opção

A secretária de Saúde de Goiânia, Fátima Mrué, esteve presente nesta quarta-feira, 4, na Comissão de Saúde e Assistência Social da Câmara Municipal para prestar contas sobre o 1º quadrimestre das atividades da Pasta.

Infraestrutura

Na ocasião, Fátima falou sobre os investimentos que a prefeitura tem feito em infraestrutura, e salientou que obras estão sendo financiadas com recursos próprios: “É natural que seja mais lento, porque a secretaria de infraestrutura atende à prefeitura toda”. E reforçou: “Fizemos uma série de reformas menores, e outras mais profundas, dependendo da necessidade de cada situação específica que nós encontramos. Tomamos essa medida em 2017, de fazer um levantamento técnico com os engenheiros, os arquitetos, e depois nós planejamos essas reformas”.

Além disso, a secretária reiterou que outras obras foram retomadas, como é o caso das unidades de Saúde da Família de Novo Planalto, e, mais recentemente, a Itaipu. “Já no Cais Novo Mundo, por exemplo, a reforma vai elevá-lo a uma condição de Upa. Em seguida, nós vamos para o Novo Horizonte transformá-lo em Upa também”, disse.

“Nós estamos reformando algumas que estão em condições melhores e a reforma pode transformá-las em unidades que atendem mais as normativas”

Fátima informou, também, que a Pasta está substituído os aparelhos de Raio-X das unidades de saúde. “Unidades que nunca tiveram Raio-X, como o Urias Magalhães e o Novo Horizonte, vão ser comtempladas com aparelhos novos. Estamos em fase de substituição dos aparelhos da empresa que havia vencido a licitação na gestão anterior, pelos nossos, e todos serão transformados em Raios-X digitais”, completou.

Sarampo

A secretária falou ainda sobre a questão do sarampo na capital, segundo ela, a secretaria já havia iniciado as medidas preventivas, antes mesmo de o primeiro caso ser confirmado. “A nossa cobertura não é baixa, mas é inferior ao desejado, e mais alta que em outros locais. Nosso desafio é chegar aos 95% de todos os grupos que devem ser vacinados”, disse.

Pediatria

Em relação às recentes reclamações de superlotação em unidades de pediatria da capital, Fátima alegou que o cerne do problema estava na falta de informação por parte dos usuários do sistema público de saúde: “Há uma tendência em procurar o serviço de urgência, em vez de procurar o serviço de ambulatório, então isso tem que ser revertido de alguma maneira. Nós temos aqui em Goiânia dez mil consultas de pediatria por mês, e sobram vagas”. De acordo com secretária, o caminho para resolver o problema é informar de forma mais enfática que as mães busquem a consulta de pediatria, que é mais completa, segundo a titular da saúde.

UTIs

No que diz respeito às vagas em UTIs da capital, Fátima informou que a secretaria conseguiu elevar a taxa de ocupação, que antes era menos de 50%, para quase 70%.  “Desde o primeiro ano de 2017 nós já internamos 100 pacientes a mais que no ano anterior. Teve um pouco de aumento de vagas, mas mais de atitude e controle. Nós reestruturamos a equipe, oficializamos os hospitais, informamos que a responsabilidade de informar o status do leito é do hospital que detém o leito. O complexo regulador não cria a vaga, ele identifica a melhor vaga para atender aquela necessidade”, ressaltou.

“Em termos de saúde, todo tanto que puder melhorar ainda é pouco”

Horário estendido

Quando questionada sobre os desafios da saúde em Goiânia, a secretária avalia que os avanços mais importantes não são aqueles que são medidos em quantidade, mas em qualidade. Neste sentido, Fátima informou que Goiânia aderiu ao programa do ministro da saúde sobre o horário estendido de atenção básica de saúde da família.

O “Saúde na Hora” é um programa federal que possibilita a realização de ações e serviços de saúde, como imunização, pré-natal, pequenos procedimentos ambulatoriais, entre outros, durante todo o horário estendido de funcionamento da USF. De acordo com a secretária, os municípios têm até quatro meses para se adequarem à Portaria.

“Precisamos de mais funcionários e já estamos nos estruturando para isto. Vamos ter unidades funcionando até 19h e algumas até 22h para evitar esse acúmulo de pacientes buscando unidades de urgência para situações menos complexas, Esse é um dos maiores avanços”, concluiu.

Prestação de contas

Mrué destacou que a Prefeitura de Goiânia aplicou 16,45% de recursos próprios em saúde. Segundo a secretária, o índice está acima dos 15% previstos na lei (LC 141/2012).

De janeiro a abril de 2019, foram realizadas 49.353 internações hospitalares pelo SUS, sendo 27.629 para procedimentos cirúrgicos, 21.311 procedimentos clínicos e 301 transplantes de órgãos, tecidos e células. A maioria dos pacientes, 51,1% vieram de outros municípios contra 48,9% provenientes de Goiânia.

No primeiro quadrimestre foram realizadas 951.180 consultas pelo SUS em Goiânia. Deste total, 242.249 foram feitas na atenção básica, 383.005 na atenção especializada e 325.926 na urgência.

Contraponto

Foto: Lívia Barbosa/Jornal Opção

A presidente da Comissão, vereadora Priscilla Tejota (PSD) disse que, em sua visão, muitas vezes os vereadores ficam ‘enxugando gelo’, isto porque, segundo ela, somente a secretaria de saúde tem o poder de tomar decisões práticas.

“Não me satisfaz essa questão de dizer, olha porque a unidade está sucateada, a gente vai se conformar e o cidadão vai receber esse atendimento. É como pedir para escolher entre a mão direita e a esquerda, escolher entre ser atendido e ser bem atendido, que foi basicamente a resposta que ela [Fátima] nos deu. E completou: “Não estou sugerindo que fechem as unidades, mas que se cumpra a lei”.

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