Secretária Municipal Saúde confirmou a informação na tarde desta terça-feira e disse que o resultado dos exames na criança será divulgado em coletiva no Paço Municipal às 17h

Uma criança internada no Hospital de Doenças Tropicais (HDT) pode ser o sétimo caso de malária confirmado em Goiânia. A assessoria da Secretária Municipal Saúde (SMS) afirmou nesta  terça-feira (28/10) que o resultado dos exames na criança será divulgado em coletiva no Paço Municipal às 17h.

O vírus transmitido pelo mosquito-prego — nome popular do Anopheles — já infectou um jovem de 15 anos. A suspeita é a de que ele teria contraído a doença em viagem para Rondônia.

Todos os outros casos são autóctones, ou seja, contraídos em Goiânia. Entre eles o de um homem de 24 anos, e uma mulher, de 54. Antes, uma jovem de 22 anos chegou a ficar internada em um hospital particular no Setor Bueno. Outra, uma universitária de Arquitetura e Urbanismo, moradora do Setor Crimeia Oeste, foi picada e também frequentava o parque.

O rapaz de 24 anos e a estudante apresentaram problemas respiratórios, mas com quadros de evolução respiratória positiva.

Com o foco da doença possivelmente no local, uma força-tarefa foi criada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) em parceria com a Prefeitura de Goiânia para combater o agente transmissor. Entre as ações está a pulverização no Parque Flamboyant e outros parques da capital, além de chácaras. O objetivo é verificar se há possíveis focos do mosquito, ou outras pessoas que apresentem sintomas da doença.

Áreas de risco

Ao Jornal Opção Online, o médico infectologista Boaventura Braz, do Hospital de Doenças Tropicais (HDT), disse na última quinta-feira (23/10) que a população deve permanecer calma, e não tomar medidas que possam prejudicar a saúde, como tomar medicamentos preventivos. “Pessoas que viajam para áreas de riscos devem se cuidar assim, mas quem mora aqui não deve ficar utilizando remédio permanentemente”, disse.

De acordo com ele, não é possível saber exatamente como a malária chegou a Goiânia, já que a maior parte dos casos ocorre no Amazonas. “Provavelmente, algum transportador da doença veio para cá. Como o Anopheles já está aqui, o ciclo se fechou rapidamente”, explicou.