UFG compra 8 mil testes PCR para analisar profissionais da saúde e segurança de Goiânia com sintomas de Covid-19

Exames começam a ser aplicados na quarta-feira, 20, em trabalhadores com suspeita do novo coronavírus

Teste PCR novo coronavírus - Foto Vinícius Magalhães Sesi

Testes do tipo PCR foram adquiridos pela UFG com recursos do Ministério da Educação e serão utilizados para verificar se profissionais da saúde com sintomas suspeitos da Covid-19 estão com a doença causada pelo novo coronavírus | Foto: Vinícius Magalhães/Sesi

A Universidade Federal de Goiás comprou 8 mil testes do tipo PCR para examinar se profissionais da saúde pública de Goiânia com sintomas suspeitos estão com Covid-19. O trabalho de testagem começará a ser realizado na quarta-feira, 20. O recurso vem de um projeto em parceria com o Ministério da Educação (MEC). De acordo com o reitor Edward Madureira, a expectativa é de realizar 90 testes por dia em profissionais encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Os testes serão aplicados das 9 às 14 horas de segunda a sexta-feira no Centro de Aulas D da UFG, que fica na 1ª Avenida, número 815, no Setor Leste Universitário, próximo à Praça Universitária. A diretora da Faculdade de Enfermagem da UFG, professora Claci Fátima Weirich Rosso, é a coordenadora do projeto de testagem que será realizado em parceria com a SMS.

“Vamos fazer a instalação na quarta-feira às 9 horas. O atendimento de fluxos e protocolos de atendimento, previamente estudado por professores da Faculdade de Enfermagem e da Faculdade de Medicina, médicos e enfermeiros do Hospital das Clínicas, estudantes.” Participam da ação a Faculdade de Farmácia, o Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP) e o Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFG.

Como vai funcionar

“É um trabalho que fortalece o fluxo da Secretaria Municipal de Saúde. A testagem é toda direcionada a profissionais de saúde e de segurança pública sintomáticos, que entram no atendimento via triagem da SMS”, explica a diretora da Faculdade de Enfermagem.

Depois de identificado pela Secretaria Municipal de Saúde, o profissional com sintomas é acompanhado ao telemonitoramento antes de ser encaminhado ao ponto de testagem que funcionará no Centro de Aulas D da UFG.

“Na tenda de triagem, teremos atendimento médico e de enfermagem, com avaliação geral do estado de saúde do trabalhador. Após ser examinado, o profissional passa para a tenda da coleta do material para encaminhar aos laboratórios.”

Classi explica que haverá o acompanhamento do profissional testado por meio do telemonitoramento da Secretaria Municipal de Saúde. A triagem na tenda que será montada pela UFG encaminhará os trabalhadores que apresentarem sintomas mais graves à regulação da SMS para transferir esse paciente suspeito de Covid-19 a uma unidade de saúde por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Recurso

Claci Fátima Weirich Rosso Facudalde de Enfermagem UFG - Foto Ana Paula Fortunato Ascom UFG

Diretora da Faculdade de Enfermagem da UFG, Claci Fátima Weirich Rosso coordena o projeto de testagem dos profissionais encaminhados pela SMS a partir de quarta-feira, 20 | Foto Ana Paula Fortunato/Ascom UFG

Por meio de uma chamada pública do MEC, a UFG conseguiu R$ 2 milhões para adquirir os 8 mil testes PCR para verificar se profissionais da saúde com sintomas estão com Covid-19. O Ministério da Saúde abriu em março para recebimento de projetos das instituições públicas federais e estaduais de combate ao novo coronavírus. O valor foi liberado pelo MEC para ser gerido pela Universidade Federal de Goiás, com a descrição da planilha de custos.

A diretora da Faculdade de Enfermagem e coordenadora do projeto explica que o recurso foi aplicado na compra dos kits de testes PCR, extratores para a coleta, insumos e equipamentos de proteção individual que serão utilizados pelas equipes. “Os protocolos que criamos para a ação são muito fiéis às recomendações das autoridades sanitárias no que diz respeito à biossegurança”, destaca Classi Rosso.

A preocupação da UFG na ação inclui os momentos em que as equipes colocarão os EPIs e também na hora de retirar os equipamentos de proteção individual do início ao fim de cada turno. “Teremos grupo de observador para verificar se durante os procedimentos alguém pode sofrer algum tipo de contaminação.”

Segurança

Além dos EPIs que foram comprados, as equipes da UFG que aturação nas tendas de triagem e testagem receberam materiais confeccionados por grupos de trabalho da própria instituição. “Com o recurso, adquirimos freezers, caixas para transporte, bolsas de apoio a serviços jurídicos e digitais. Os R$ 2 milhões estão destinados ao atendimento e testagem dos profissionais de saúde durante 90 dias”, descreve Classi.

A coordenadora do projeto observa que os 8 mil testes serão usados para examinar os profissionais com sintomas encaminhados pela SMS porque a quantidade não é suficiente para testar outros casos, como pessoas que podem estar com o novo vírus, mas assintomáticos.

As ações de biossegurança do projeto de testagem são de responsabilidade do Núcleo de Estudos e Pesquisa de Enfermagem em Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (Nepih) da Faculdade de Enfermagem da UFG. São sete professores doutores na área de controle de infecção coordenados por Anaclara Ferreira Veiga Tipple.

“Somos responsáveis por elaborar protocoles que visem a segurança individual e coletiva naquele espaço que funcionará como local de assistência à saúde. A tenda vai receber profissionais que estão com suspeita da Covid-19. Então é preciso realizar o controle do ambiente, a paramentação, o que fazer com o EPI quando é retirado, o descarte”, detalha Anaclara.

Anaclara Tipple: “Estamos vivendo uma sobrecarga do sistema de saúde. Precisamos de um número maior de profissionais”

 

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