Tucanos divergem sobre perfil do futuro presidente estadual do partido

Paulo de Jesus defende candidato sem mandato, já Célio da Silveira não vê problemas em ser um deputado federal o futuro comandante do PSDB Goiás

Célio Silveira e Paulo de Jesus divergem sobre perfil do futuro presidente do PSDB Goiás | Foto: reprodução / Facebook

Célio Silveira e Paulo de Jesus divergem sobre perfil do futuro presidente do PSDB Goiás | Foto: reprodução / Facebook

A escolha do novo presidente do PSDB estadual tem divido os tucanos. Enquanto alguns avaliam que um comandante sem mandato político tem maior facilidade para gerir a legenda, outros defendem que a atuação parlamentar não interfere na condução das atividades do diretório.

O governador Marconi Perillo diz que a sucessão partidária transcorre “tranquilamente” e que está liderando uma chapa com o auxílio de todos os líderes que exercem mandato, como a senadora Lúcia Vânia (prestes a filiar-se ao PSB), deputados federais e estaduais, e prefeitos.

O atual presidente, Paulo de Jesus, entende que a melhor opção é um candidato sem mandato. Já o deputado federal Célio Silveira considera que há mais vantagens em um comandante que possua cargo eletivo.

Justificativas

Alguns interlocutores do Palácio analisam que um dos nomes bancados pelo governo, como Afrêni Gonçalves, cumpre expediente como diretor na Saneago. Ou seja, tem horários fixos de trabalho como servidor público de segunda à sexta-feira, entre 8 e 18 horas.

Em contrapartida, um parlamentar — como Alexandre Baldy — teria compromisso em Brasília, por exemplo, de terça à quinta-feira. Nos outros dias, ficaria livre para atuar em suas bases eleitorais e cuidar do partido, inclusive nos fins de semana. “Até mesmo facilidade financeira para estar à frente do diretório”, destaca um tucano da alta cúpula.

“Quem não tem mandato trabalha mais pelo conjunto do partido. Facilita e acaba com as divergências, como possíveis briguinhas locais por busca de espaço. Sou favorável àquele que harmoniza e auxilia o crescimento do partido”, argumenta Paulo de Jesus, em entrevista ao Jornal Opção Online. Segundo ele, é preciso que o novo presidente tenha tempo, mas nada impede que um deputado federal pleiteie o cargo.

Para Célio Silveira, um candidato com mandato tem trânsito maior no estado. “Mas isso não é condição obrigatória. A principal condição [para concorrer e ser eleito] é que o candidato seja escolhido em consenso”, analisa.

O deputado federal discorda da teoria de que um parlamentar federal ou estadual não teria tempo para dedicar-se à legenda. Para o tucano, esse tipo de perfil pode até ser mais forte no processo de escolha devido à articulação em Brasília ou no estado. “Tem que ser alguém que contemple a todos os filiados, tanto os históricos quanto os atuais”, ressalta.

Em conversas reservadas tucanos afirmam que o nome de Afrêni Gonçalves tem como grande articulador o próprio Paulo de Jesus, que estaria desejando permanecer na direção ao encaixar-se como vice-presidente em uma futura chapa. Ao ser questionado qual os principais nomes na disputa, o primeiro a ser citado pelo atual presidente foi justamente o do ex-deputado.

Outros correm por fora, como Sérgio Cardoso, eminente articulador político do governador, e o ex-deputado Carlos Alberto Leréia, atualmente no Detran.

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