“Trabalho será árduo, mas positivo”, diz presidente de nova OS que assume HUGO

Coletiva foi feita no Hospital de Urgências nesta terça-feira (27). Hutrin também passa a ser gerido por outra Organização Social

Foto: reprodução

A partir desta terça-feira (27/11) as OSs Instituto Haver e o Instituto CEM, assumiram, respectivamente, a gerência do Hospital Estadual de Urgências de Goiânia Dr. Valdemiro Cruz  (Hugo) e do Hospital Estadual de Urgências de Trindade Walda Ferreira dos Santos (Hutrin) e, segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES) as unidades já funcionam em plena normalidade. As informações foram repassadas depois que o secretário da pasta, Leonardo Vilela, participou nessa manhã, de reunião com a diretoria da OS que passa a gerir o Hugo. Os centros médicos eram de responsabilidade, até então, pelo Instituto Gerir.

Leonardo Vilela destacou que, mesmo no período de transição, nenhum paciente em estado grave, no perfil de urgência e emergência, deixou de ser atendido no Hugo. “Nossa expectativa é que, de hoje em diante, possamos voltar ao nosso estado de normalidade, ou seja, um hospital que é acreditado ONA 1, que é referência em Goiás, no Centro-Oeste, esse é nosso objetivo”, falou.

O presidente do Instituto Haver, Yuri Vasconcelos Pinheiro, destacou que, durante o processo de mudança, houve importante contribuição da SES na manutenção dos serviços. “Algumas questões pontuais foram resolvidas a contento, e agora, com a manutenção do quadro de colaboradores, de pessoas da diretoria, com larga experiência, e com a vinda de outras pessoas com experiência em gestão pública, o trabalho será árduo, mas, certamente, positivo”, avaliou.

Além disso, durante a coletivo promovida no hospital, Yuri afirmou que o compromisso do instituto é garantir ao público que tenha segurança no seu atendimento. “Estamos entrando neste momento tumultuado de transição de governo, mas nosso compromisso é com o povo, com as pessoas”, declarou.

A Comissão Especial de Fiscalização e Acompanhamento do Hugo continua na unidade até sexta-feira (30), contribuindo no repasse de informações para o Instituto Haver. A nova direção do Hugo é composta pelo diretor técnico, Dr. Romeu Sussumu Kuabara; pelo diretor administrativo, Dr. Adilson Usier, e pelo diretor geral, Dr. Ricardo Furtado, que já estava à frente da unidade.

Ricardo, inclusive, afirmou que o Hugo mantém seu atendimento em “cem por cento”. “Os pacientes que eram atendidos, com risco iminente de morte, serão atendidos normalmente” afirmou, completando que, sobre a falta de insumos, o “processo de compra já foi restabelecido” e que irá voltar à normalidade em breve.

Hutrin

O superintendente de Gestão, Planejamento e Finanças da SES, Lucas de Paula Silva, e a superintendente de Controle, Avaliação e Gerenciamento das Unidades de Saúde da SES, Ana Lívia Soares, participaram de reunião nessa manhã, com representantes do Instituto CEM. A unidade também está com suas atividades em pleno funcionamento.

Repasses

As metas e os valores do contrato com as novas OSs continuam os mesmos contratualizados com a Gerir. Para o Hugo o valor é de cerca de R$ 20 milhões mensais, e para o Hutrin, de R$ 2,2 milhões mensais. A previsão é de que os primeiros repasses sejam efetuados na primeira quinzena de dezembro.

Gerir

Vale lembrar que o Instituto Gerir, alega ter chegado ao fim do contrato com uma dívida de mais de R$ 50 milhões e que exigiu pagamento de R$ 21 milhões, que a administração do Estado se recusou a pagar por “descumprimento de metas por parte da OS”.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) disse, em resposta, que a Gerir “recebeu repasses suficientes para manter a normalidade do atendimento no Hugo até esta terça-feira (27)”.

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