Trabalho escravo: apenas 4,2% dos que empregam são condenados no Brasil

Segundo dados dos Relatórios Globais da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Ministério do Trabalho já resgatou mais de 53 mil trabalhadores

Mais de 53 mil trabalhadores foram resgatados no Brasil | Foto: MPT / Fotos Públicas

Mais de 53 mil trabalhadores foram resgatados no Brasil pelo Ministério do Trabalho segundo dados dos Relatórios Globais da Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre os anos 1995 e 2018. Número corresponde a trabalhadores em situações análogas a escravidão e o pagamento de indenizações que somam mais de 100 milhões de reais.

Em pesquisa realizada pela Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas (CTETP) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foram realizadas 3.450 operações de fiscalização de trabalho escravo, entre 2008 e 2019 e mais de 20 mil trabalhadores foram resgatados. Porém, apenas 112 pessoas foram responsabilizadas penalmente pelo crime, o que corresponde a 4,2% de todos os acusados.

Lista Suja

A chamada ‘Lista Suja’, impossibilita o empregador de conseguir créditos. De acordo com a inclusão de empregadores na lista suja por Estado 23,3% dos nomes  vem do Pará; 11,8% de Minas Gerais e 11,7% do Mato Grosso. Maranhão e Tocantins representam, respectivamente, 7,7 e 7,5% dos empregadores incluídos na lista suja do trabalho escravo contemporâneo.

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