Em Anápolis, há relatos, na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), de pelo menos 50 mulheres que afirmam terem sido vítimas do médico

Ginecologista Nicodemos Júnior Estanislau Morais | Foto: Divulgação/Polícia Civil

No fim da tarde desta sexta-feira, 8, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) restabeleceu a prisão preventiva que havia sido decretada contra o médico Nicomedes Júnior Estanislau Morais, acusado de abusar de mais de 50 mulheres.

No recurso, a promotora de Justiça, Camila Fernandes Mendonça, reiterou que a prisão do ginecologista seria necessária para garantir que outras vítimas procurem a Justiça para contar o ocorrido e que aquelas que já relataram se sintam livres e destemidas para reiterar os fatos em juízo, sem qualquer tipo de pressão, coação, intimidação ou temor.

Camila também lembrou o TJGO que o médico já foi condenado no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o que faz com que seja necessária a garantia da aplicação da lei penal. Além disso, Morais poderia fugir da cidade, com a tornozeleira sendo insuficiente para impedi-lo.

O TJGO acolheu todos os argumentos apresentados por Camila Fernandes Mendonça e afirmou que a liberdade do médico coloca em risco a segurança da sociedade além de desobedecer a lei penal.