“Tiro de canhão para matar uma formiga”, diz vice-presidente da Fieg sobre CPI dos Incentivos

Para Flávio Rassi, essa seria a ferramenta última do Legislativo para apurar possíveis irregularidades na concessão de benefícios

Flávio Rassi, vice-presidente da Fieg | Foto: Alex Malheiros

Em evento que discute benefícios fiscais, o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Flávio Rassi, criticou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis irregularidades na concessão de incentivos a empresas.

“Entendemos que a CPI é uma ferramenta muito pesada para a finalidade que está se propondo. Existem muitos outros mecanismos para averiguar se há alguma distorção ou erro no contrato com empresas e respectiva renúncia fiscal”, disse.

Para Rassi, a comissão é a ferramenta última dentre as opções que os deputados dispõem para tratar do assunto. “Então, para mim, é um tiro de canhão para matar formiga”, pontuou.

A CPI dos Incentivos Fiscais foi instalada na Alego nesta legislatura para apurar possíveis irregularidades na concessão de incentivos ficais a empresas em Goiás. O relator e idealizador da comissão, Humberto Aidar (MDB), defende que a ideia não é criminalizar empresas, mas apurar se houve contrapartida.

O setor empresarial, no entanto, teme que o Estado fique ainda menos atrativo para empreendimentos que pensem em se instalar em Goiás.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

HELVIO BORGES REZENDE

Isso se chama vingança ou perseguição! Ou desculpa do governo?