Mauro Ferreira Nunes foi assassinado pelo vigilante em março de 2014 depois de uma tentativa de assalto. Sentença indica homicídio duplamente qualificado

| Foto: Caê/ TJGO
Tiago foi alvo de dois socos do filho da vítima: “Minha vida foi destruída” | Foto: Caê/ TJGO

Em julgamento nesta quarta-feira (11/5) pelo assassinato do fotógrafo Mauro Ferreira Nunes, o vigilante Tiago Henrique viu mais 25 anos de prisão serem somados à sua pena. Desta vez, ele foi condenado por homicídio duplamente qualificado. O crime que vitimou o homem de 51 anos foi cometido em março de 2014.

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Segundo a sentença, o assassinato foi cometido por motivo torpe e de surpresa, além de a vítima ter sido escolhida aleatoriamente. Pesou na condenação ainda o sofrimento da família com a morte de Mauro, que, como assinalou o juiz Eduardo Mascarenhas, “Era arrimo de família e cuidava da mãe e filho que residam consigo”. Ele acrescentou ainda que o crime “Causou um inquestionável abalo em seus familiares”.

O sofrimento da família ficou evidenciado na reação desesperada do filho da vítima, o cabeleireiro Mauri Nunes, que agrediu Tiago com dois socos antes que ele entrasse para o julgamento. “Meu pai era trabalhador, não tinha inimizade com ninguém. Minha vida foi destruída”, desabafou.

Além de Mauri, uma funcionária da loja onde Mauro foi morto também prestou depoimento. Segundo ela, Tiago pediu o celular do fotógrafo e atirou nele depois que Mauro disse que não tinha um. “Eu fiquei esperando que ele fizesse algo comigo, mas apenas pegou o capacete e foi embora sem correr”, acrescentou.

Este é o sétimo júri de Tiago Henrique, que já foi condenado pela morte de sete pessoas e é suspeito de ter assassinado mais de trinta pessoas. Mesmo sem ter sido julgado por todos os crimes, as sentenças já proferidas somam mais de 160 anos (Com informações do TJGO).