Thiago Peixoto sobre descontrole fiscal: “Fatos e matemática não mentem”

Deputado goiano critica oposição, que tentou desqualificar PEC que limita gastos públicos durante audiência com ministros

Reunião para análise da PEC 241/16 | Foto: Luis Macedo

Reunião para análise da PEC 241/16 | Foto: Luis Macedo

Durante audiência na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (25/8), o deputado federal Thiago Peixoto (PSD-GO) afirmou que a atual oposição parece desconhecer a matemática e os fatos do descontrole das contas públicas que ocorreu no Brasil a partir de 2011.

“Os números são claros. Vivemos a pior crise de nossa história. E isso ocorreu muito em função de várias decisões infelizes e erros cometidos”, destacou, na reunião que contou com a presença dos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e Dyogo de Oliveira, do Planejamento.

Os auxiliares do presidente Michel Temer (PMDB),foram ao Congresso para fazer a defesa e apresentar os detalhes da Proposta de Emenda à Constituição de número 241-A, que trata sobre um limite às despesas públicas para conter o desequilíbrio fiscal. O deputado goiano é titular da Comissão Especial que analisa a proposta.

Os ministros, especialmente Meirelles, foram afrontados por parlamentares do PT, que disseram que a PEC irá “acabar” com avanços em políticas sociais e que pode ser chamada de PEC do Desmonte.

“Muito pelo contrário, creio que ela deve ser chamada de PEC do Juízo Fiscal, porque precisamos ter responsabilidade para analisar a proposta e dar a resposta que a sociedade brasileira espera. Não podemos levar o Brasil para o grau de insolvência”, alertou Thiago Peixoto.

Meirelles destacou que a PEC não retira direitos adquiridos, que tenta conter os gastos e que não atinge programas sociais. “A maior justiça social é gerar empregos. E estamos, no Brasil, hoje, numa situação de desemprego crescente”, avaliou.

Foram mais de 4 horas de apresentação, falas, perguntas e respostas. Durante sua fala, o deputado goiano, que ali esteve durante todo tempo, enumerou os erros cometidos pelo governo federal desde 2011 que, segundo ele, acabaram por contribuir para a situação deplorável das contas públicas atualmente.

“O que vimos foi um descontrole, um abandono da prudência fiscal, um estímulo ao endividamento dos estados e municípios e muitos outros erros”, salientou. Em plenário, mais tarde, o deputado fez pronunciamento na mesma linha.

Não basta

Thiago Peixoto quer que a discussão da PEC vá além da proposta de cortes nos gastos públicos. “Precisamos avançar. Precisamos repensar a maneira como o dinheiro está sendo gasto. Existem várias distorções atualmente e isso precisa ser revisto. Precisamos dar mais qualidade aos gastos públicos”, defendeu.

O goiano irá apresentar requerimentos para que representantes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) também participem de audiências na Comissão Especial. “Precisamos ter o maior volume possível de informações para formar nosso entendimento”, completou.

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