Thiago Peixoto: “Reforma do ensino médio está sendo debatida de forma ampla e democrática”

Deputado federal goiano defendeu proposta durante audiência pública na Câmara para discutir Medida Provisória 

Deputado federal Thiago Peixoto durante audiência | Foto: Alex Ferreira/ Agência Câmara

Deputado federal Thiago Peixoto durante audiência | Foto: Alex Ferreira/ Agência Câmara

O deputado federal Thiago Peixoto (PSD-GO) afirmou, durante a primeira audiência pública da comissão mista que discute a reforma do ensino médio no Congresso, que o tema está sendo debatido de forma “ampla e democrática”.

A reunião, realizada na última terça-feira (1º/11), contou com representantes do Executivo, dos dirigentes municipais de educação e da sociedade civil no debate em torno da medida provisória (MP 746/16), que aumenta carga horária, flexibiliza o currículo e estimula a escola em tempo integral.

“Estamos discutindo esse tema de forma ampla e democrática. Tem alguém contra a escola em tempo integral, ou a dobrar a quantidade de horas aula do sistema atual, ou ainda, há alguém que se manifeste contra o jovem ter um protagonismo no nosso ensino médio? Se verificarmos o resultado educacional do país, desde 1997 não temos nenhum avanço no ensino médio. Nem em língua portuguesa, nem em matemática. Isso torna o ensino médio uma rede de emergência”, afirmou.

O secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Rossieli Soares da Silva, justificou a medida com o argumento de estagnação do atual modelo de ensino médio, marcado por elevada evasão escolar e baixo desempenho dos alunos em disciplinas básicas, como português e matemática, entre outros problemas.

Contra a discussão de tema tão complexo por meio de medida provisória, o representante do Fórum Nacional de Educação, Antônio Lacerda, apresentou uma lista de pontos negativos da reforma, que, segundo ele, deixou de tocar em “questões basilares”, como a melhoria da infraestrutura escolar e a valorização dos professores.

“O atual sistema tem fracassado segundo todos os indicadores que nós analisamos: tem produzido mais desigualdades e tem estimulado a evasão das escolas. O ensino médio tem virado simplesmente uma preparação para o Enem. Quando a gente olha para esse quadro todo, a gente pensa na emergência e na urgência de mudanças”, disse.

A MP 746/16 torna facultativo o ensino de arte, educação física, sociologia e filosofia. Essas matérias ainda poderão, porém, ser incluídas na Base Nacional Curricular Comum, parte integrante obrigatória dos três anos do ensino médio, que está sendo discutida no Ministério da Educação. Ademais, Thiago Peixoto acredita que educação física, por exemplo, será excluída da lista de facultativas.

Deixe um comentário