O homem, que não quis se identificar, prestou depoimento na última terça-feira na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Goiânia

Uma possível testemunha do assassinato da estudante Ana Lídia Gomes, de 14 anos, identificou o vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 26, como o autor do crime. O homem, que não quis se identificar, prestou depoimento na última terça-feira (21/10) na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Goiânia. Tiago Rocha confessou ter matado 39 pessoas na capital, dentre elas Ana Lídia.

[relacionadas artigos=”18195,18505,18277″]

A testemunha dirigia um caminhão quando viu o momento exato em que a jovem foi baleada no Setor Conjunto Morada Nova, no dia 2 de agosto. Ele chegou a seguir o motociclista, mas, como estava acompanhado de sua família, resolveu desistir da perseguição.

O caminhoneiro afirmou que se sente aliviado com a prisão do suspeito. “É uma sensação de alívio muito grande a gente poder ter contribuído para prender, tirar um bandido da rua”, disse. De acordo com exames de balística, os projetéis que atingiram Ana Lídia vieram da arma, de calibre 38, encontrada com Tiago Rocha.

Da mesma arma

Outros exames de balística confirmaram que mais dois assassinatos em Goiânia foram praticados com a arma apreendida com o vigilante. A análise apontou que a assessora parlamentar Ana Maria Victor Duarte, de 27 anos, e o fotógrafo Mauro Ferreira Nunes, de 51, foram mortos pela arma.

Os exames são feitos por meio de comparação das ranhuras nos projéteis com as marcas no cano do revólver. Com a confirmação o número de vítimas mortas pelo suposto serial killer sobe para oito: Ana Lídia de Souza e Isadora Aparecida Cândida dos Reis, ambas de 15 anos, Juliana Neubia 22, Rosirene Gualberto, 29, Taynara Rodriguez da Cruz, 13, e Thamara da Conceição Silva, 17.

A série de homicídios de mulheres e a polêmica de um suposto serial killer teve início no dia 19 de janeiro deste ano, com a morte de Beatriz Oliveira, de 23 anos, no Setor Nova Suíça. Nos últimos meses, os crimes ganharam repercussão da mídia nacional e internacional e foram descritos como feminicídio.