“Teria sido diferente se os invasores do Capitólio fossem negros? Todos sabemos a resposta”, diz Michelle Obama

Ex-primeira-dama dos EUA aponta que reação à invasão ao Congresso americano foi diferente da recebida pelo movimento Black Lives Matter

Michelle Obama | Foto: Reprodução

A ex-primeira dama americana Michelle Obama se manifestou nas redes sociais sobre a invasão ao Capitólio, ocorrida na quarta-feira, 6, por apoiadores de Donald Trump. “Eu acordei ontem feliz com a notícia da vitória do reverendo Raphael Warnock na eleição. Ele será o primeiro senador negro da Geórgia”, escreveu Michelle.

“Em poucas horas, no entanto, o meu coração se entristeceu mais rápido do que posso me lembrar. Como muitos de vocês, eu vi uma gangue – organizada, violenta e louca por ter perdido uma eleição – fazer um cerco ao Capitólio. Eles orgulhosamente portavam a bandeira dos estados confederados.”

Michelle Obama destacou que os desordeiros e membros de gangues foram retirados do prédio sem algemas e livres. “O dia foi o ápice os desejos de um presidente infantil e não patriota, que não consegue lidar com a verdade de seus fracassos”, prosseguiu, ao questionar o que teria acontecido caso os baderneiros fossem negros. “Teria sido diferente?”, pergunta.

“As manifestações do movimento Black Lives Matter foram majoritariamente pacíficas – as maiores manifestações já vistas no nosso país, unindo pessoas de todas as classes e raças e encorajando milhões a reexaminarem suas presunções e comportamentos. Apesar disso, cidade após cidade, dia após dia, vimos manifestantes pacíficos serem tratados com força bruta”, escreveu a ex-primeira-dama.

Para Michele, ver essa diferença de tratamento “machuca”. Ela pede às empresas de tecnologia do Vale do Silício, que anunciaram o bloqueio das redes sociais de Trump por tempo indeterminado, o façam permanentemente. “E que coloquem em prática políticas para prevenir que sua tecnologia seja usada por líderes de nações como combustível para insurreições.”

Ela encerra seu post afirmando que o trabalho de unificar os Estados Unidos não é de uma pessoa, de um político, de um partido: “Todos temos que fazer a nossa parte.” (Com informações de O Globo)

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