Tereza Cristina admite que discutiu possibilidade de integrar chapa de Flávio Bolsonaro
30 julho 2026 às 20h01

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) confirmou que a possibilidade de disputar a Vice-Presidência da República ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL) foi discutida pela primeira vez entre os dois. A revelação foi feita nesta quinta-feira, 30, por meio das redes sociais da parlamentar, após uma reunião realizada em Brasília.
Segundo Tereza Cristina, o encontro serviu para tratar de cenários políticos para as eleições de 2026 e incluiu uma conversa sobre uma eventual composição da chapa presidencial. Apesar disso, ela afirmou que nenhuma definição foi tomada e que qualquer decisão dependerá das negociações entre os partidos.
A reunião ocorre em um momento em que o PL intensifica as articulações para ampliar sua base de apoio. O partido ainda busca um nome para ocupar a vice de Flávio Bolsonaro e mantém diálogo com legendas do chamado Centrão, especialmente o Republicanos e a federação formada por União Brasil e Progressistas.
Nos bastidores, dirigentes do PL avaliam que uma aliança com essas siglas poderia fortalecer a candidatura presidencial, ampliando o tempo de propaganda eleitoral e a capilaridade política da campanha.
Cenário mudou
A declaração da senadora representa uma mudança em relação ao posicionamento adotado anteriormente. Em julho, dirigentes do PL haviam informado que Tereza Cristina não pretendia integrar a chapa presidencial, pois estaria concentrada em outro projeto político: disputar a presidência do Senado em 2027.
Agora, embora tenha reconhecido que o assunto foi levado à mesa pela primeira vez, a parlamentar reforçou que não existe compromisso firmado nem definição sobre sua participação na eleição presidencial.
Até a publicação desta reportagem, Flávio Bolsonaro não havia se pronunciado sobre o conteúdo da conversa.
Vice segue indefinido
Enquanto negocia alianças, o PL mantém outras alternativas para a composição da chapa. Entre os nomes citados nos bastidores estão a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, ligada ao Republicanos, além das deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE).
A definição do vice dependerá das negociações políticas em andamento e do posicionamento dos partidos que o PL tenta atrair para a coligação presidencial. Atualmente, tanto o Republicanos quanto a federação União Brasil-PP têm sinalizado preferência por uma postura de neutralidade na disputa nacional, preservando a autonomia de suas lideranças estaduais.
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