Também candidato ao Senado, Aguimar Jesuíno crítica postura de Caiado quanto à crise da Celg

Segundo o pessebista, o democrata nada fez para salvar a companhia energética mesmo quando seu partido (antes conhecido como PFL), assim como o novo aliado PMDB, “dominaram” o Ministério das Minas e Energias (MME) pelos últimos 20 anos 

As acusações de que o candidato ao Senado Ronaldo Caiado (DEM) estaria utilizando a crise na Celg por oportunismo eleitoral não vêm só da base do governador Marconi Perillo (PSDB). Desta vez, foi a vez do também senatoriável Aguimar Jesúino (PSB) criticar a postura do democrata.

Segundo o pessebista, Caiado nada fez para salvar a companhia energética mesmo quando seu partido (antes conhecido como PFL), assim como o novo aliado PMDB, “dominaram” o Ministério das Minas e Energias (MME) nos últimos 20 anos. Ele afirma que o caso da Celg não deve ser politizado por ser uma questão séria, que já se arrasta há décadas. “A população de Goiás e os empresários goianos querem um solução que seja capaz de resolver o problema energético do Estado. Não interessa se vai acontecer um dia antes das eleições. Tem de resolver”, defende. E completa: “Até quando os políticos de Goiás vão continuar agindo por impulso, em véspera de eleições, travando e atrapalhando o desenvolvimento do Estado?”

As declarações do pessebista são referentes ao anúncio de Caiado de que recorreria à Justiça caso a Celg fosse efetivada. A estatal já está sob gestão da Eletrobras, mas um imbróglio quanto ao valor da empresa goiana impede a transferência de 51% das ações para a empresa do governo federal.

Aguimar, que é porta-voz da Rede Sustentabilidade em Goiás, questiona as ações que o democrata não teria adotado anteriormente com relação à estatal. “Por que não ajudou lá atrás a evitar a venda da Usina de Cachoeira Dourada, negociada à época em que seu partido (o então PFL) comandava o Ministério das Minas e Energia? Por que não ajuda agora, visto que seu novo aliado, o PMDB, dirige o ministério?” Ele também criticou o silêncio de Caiado em relação às negociações entre Celg e Eletrobras durante o período em que o vice-governador José Éliton (ex-DEM, hoje PP), à época seu aliado, presidiu a companhia.

As críticas do senatoriável também não pouparam o candidato ao governo Iris Rezende (PMDB). Aguimar diz que Iris não teve “postura de estadista” ao não terminar a obra do antecessor e lembrou que na época em que Maguito Vilela (PMDB) foi governador (1996-1998), a Usina de Cachoeira Dourada, que gerava quase toda energia elétrica comercializada pela Celg, foi vendida e Iris, à época Ministro da Justiça, se omitiu.

“O trágico nessa história é que o PMDB e seus líderes contam que a venda de Cachoeira Dourada ocorreu por pressão do governo federal, cujo Ministério das Minas e Energia foi cedido nas barganhas políticas ao PFL, ou seja, ao partido do deputado Caiado. Naquela oportunidade, o país quase todo foi vendido com o apoio irrestrito dele”, pontua.

Apesar dessas críticas direcionadas, o pessebista declarou que “todos os governos, sem exceção” falharam na gestão da Celg. “No governo Alcides (Rodrigues, 2006-2010), já no fundo do poço, entabulou-se uma negociação com o governo federal para salvar a Celg. Após as eleições, o governador atual (Marconi Perillo, PSDB) detonou o acordo, começando do zero outra negociação, em prejuízo dos goianos e do desenvolvimento de Goiás.”

O senatoriável defendeu a adoção da figura da arbitragem, usual no mundo dos negócios, para resolver o imbróglio quanto ao valor da companhia energética. Nesse sistema, as partes envolvidas se comprometem a aceitar o resultado de uma terceira avaliadora. “Mas não! Eles discutem, e o novo aliado do PMDB, o deputado Caiado, tenta tirar proveito eleitoral e pessoal da situação. Se pensasse no povo goiano, chamaria à união a bancada de Goiás no Congresso, todos os partidos, oposição e situação, para juntamente com o governador fazer uma boa e definitiva negociação para resolver de vez o problema da distribuição de energia em Goiás. Ameaçar com ação judicial é fácil, mas esquecer as mesquinharias políticas parece que não é.”

2 respostas para “Também candidato ao Senado, Aguimar Jesuíno crítica postura de Caiado quanto à crise da Celg”

  1. Mario Borges disse:

    Quero ver a resposta de Ronaldo Caiado.

  2. francisco soares disse:

    Querem saber quem é esse desconhecido, Aguimar Jesuíno? Vão a Iporá, cidade onde sempre viveu e reside a maior parte do seu tempo e perguntem se ele tem alguma chance de concorrer a vereador ou a síndico de qualquer coisa na cidade. Mas tá arrotando grosso. Dias destes criticou o presidente Vladimir Putin, por “abrir guerra contra a Ucrânia” (huumm…) em comentário demorado, lido de algum noticiário mambembe anti-socialista. Depois criticou a atuação de todas as igrejas, “simples currais eleitorais”. Com mais críticas do que votos, ele quer é aparecer nos seus 5 minutos de fama… É o ouro de tolo…

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