Tabacarias são alvo de operação para proibir venda de cigarro eletrônico

Em 2021, órgão realizou operação similar e aprendeu 1.264 produtos impróprios para consumo. Fiscalização segue até esta quinta-feira, 13

Com o objetivo de coibir a venda de cigarro eletrônico, que é proibida no Brasil, o Procon Goiás fiscalizou tabacarias e distribuidoras de bebidas em Goiânia. Ao todo, cerca de 10 estabelecimentos foram visitados pelos fiscais. Essa foi a terceira fiscalização realizada pela instituição. A operação segue até esta quinta-feira, 13.

Nesta quarta-feira, 12, os fiscais visitaram empresas para certificar que as leis estão sendo cumpridas, além de saber se há reincidência por parte dos comerciantes. Durante a fiscalização, foram apreendidos 17 cigarros vencidos, 312 eletrônicos, 225 essências e 18 cigarros falsificados.

Em 2021, o órgão realizou uma operação similar e aprendeu 1.264 produtos impróprios para consumo. Desse total, 155 unidades eram justamente de cigarros eletrônicos. Nesses estabelecimentos são verificados o prazo de validade dos produtos que estão expostos à venda e o cumprimento dos artigos 31 e 38 do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Proibição

No Brasil, esses produtos estão proibidos desde 2009, quando foi publicada a resolução RDC 46/2009, onde traz normas como a proibição da comercialização, importação e propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarros eletrônicos, e-cigaretes, e-ciggy, ecigar, entre outros, especialmente os que alegam substituição de cigarro, cigarrilha, charuto, cachimbo entre outros.

O cigarro eletrônico surgiu como uma promessa de auxílio para quem deseja parar de fumar, no entanto, a Anvisa, não comprovou por meio de estudos a segurança em utilizar o produto. Em 2017, ela recebeu texto que aborda o quão nocivo pode ser o uso do cigarro eletrônico para a saúde do usuário.

A Associação Médica Brasileira (AMB) também destacou na época o poder do produto para atrair usuários jovens, instigando o hábito de fumar, funcionando de maneira contrária ao que foi proposto. Segundo o instituto a alegação de trazer menos risco à saúde transmite a falsa sensação de segurança e pode induzir não fumantes a aderirem ao cigarro eletrônico.

6 respostas para “Tabacarias são alvo de operação para proibir venda de cigarro eletrônico”

  1. Avatar Francisco paulo disse:

    Proíbe um dispositivo eletrônico onde não há queima de nada orgânico, onde não há comprovação de nocividade; dispositivo que não emite fumaça e sim vapor e o líquido utilizado pode ser com ou sem nicotina, porque o cigarro que comprovadamente faz mal à saúde é permitido a comercialização no BRASIL ?
    Vocês acham mesmo que hoje a população tendo acesso à internet vai se deixar alienar pela mídia tendenciosa? Ridículo essa fiscalização sem qualquer amparo legal.

    • Avatar Oliveira disse:

      Concordo com você! O problema é essa população que coloca pessoas sem conhecimento para está representando-as. Vamos buscar ajudar esses ignorantes (povo/população), a terem o conhecimento de buscarem informação.

  2. Avatar Ary disse:

    Somos 3 o total de pessoas minha família,comprei 3 vaporeto zero e paramos definitivamente com o uso de cigarro tradicional.eu já abandonei o aparelho por sentir desnecessário o uso sem a nicotina.

  3. Avatar Brasil é uma merda disse:

    Proíbem cigarro eletrônico, mas cachaça, cigarro normal, crack, cocaína, corrupção, roubo a cofres públicos lá liberado, ESSE É O BRASIL DA CABEÇA DA MINHA ROLA.

  4. Avatar Lucimar de Oliveira disse:

    Não entendo, como pode ser proibido, fumava um maço de cigarro por dia, durante anos tinha uma tosse, que os médicos receitaram bombinha, anti alérgico, falavam que tinha asma, bronquite, nada fez melhorar minha tosse, a 5 meses uso Vape, e a tosse sumiu, não tomo remédio, nem uso bombinha mais

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