Suspeito maior de idade pode estar por trás de grupo que incentiva suicídio em Goiás

Polícia investiga a morte de cinco adolescentes em Goiás que participavam de grupos em redes sociais. Suspeitos estão espalhados por cinco estados brasileiros

Delegacia Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC) | Foto: Nathan Sampaio/Jornal Opção

Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, a delegada Sabrina Leles comentou sobre a continuidade das investigações no caso envolvendo adolescentes que tiraram a própria vida após supostamente terem sido induzidos via grupos de redes sociais. De acordo com a delegada, a investigação pode ter identificado um ou mais suspeitos maiores de idade que estejam envolvidos no encorajamento dos suicídios. Antes, haviam sido descobertos apenas menores.

O caso atribuído à Delegacia Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC) trabalha para encontrar um vínculo entre todos os cinco casos de suicídios em Goiás e os administradores dos grupos onlines, entre eles o The H4ters, que possui mais de 18 mil membros.

Na investigação, em um dos casos de suicídio, o do estudante Higor Pires Moreira de 15 anos, já foi comprovado que ocorreu pelo envolvimento com os grupos na internet. “Um amigo de infância do jovem que ceifou a própria vida revelou tê-lo apresentado a um dos administradores do grupo. Depois de semanas o comportamento dele havia mudado, estava praticando automutilação, formatou o computador e tomou remédios antes de se matar. Todas essas praticas incentivadas pelo incentivo online”, contou a delegada.

Sobre os administradores do grupos, Sabrina adianta que “a investigação apurou alvos que são de Mato Grosso, Amazonas, Rondônia e São Paulo. E, agora, dados fornecidos pelo Facebook via judicial […] levam a um quinto Estado envolvido”. O suspeito maior de idade poderia ser justamente do ente federativo ainda não revelado.

A delegada da DERCC contou, ainda, que a investigação levará tempo, “pois cada equipamento eletrônico suspeito dos cincos estados onde existem alvos deverá passar por uma perícia, já que é o Estado de Goiás que desenvolve a operação”. Com o restante da investigação sob sigilo, Sabrina reforça o alerta para que os pais se conscientizem e fiquem atentos ao conteúdo que os filhos consomem na internet, sobretudo ao risco de grupos virtuais que incentivam práticas depreciativas.

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