Essa é a 19ª decisão de pronúncia contra Tiago Henrique Gomes da Rocha

Tiago responde a 35 processos por homicídio | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção
Tiago responde a 35 processos por homicídio | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O suposto serial killer Tiago Henrique Gomes da Rocha recebeu, na última quarta-feira (17/6), sua 19ª decisão de pronúncia. O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, determinou que Tiago vai a júri popular também pela morte de Janaína Nicácio de Souza.

Janaína Nicácio de Souza foi assassinada dentro de um bar localizado na Avenida C-1, no Jardim América, na noite de 8 de maio de 2014. A jovem de 24 anos estava sentada de costas para a rua quando um homem usando capacete parou a motocicleta na rua, desceu e disparou um tiro contra ela. A bala atingiu o coração e o pulmão da vítima.

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O exame de balística confirmou que o projétil coletado no corpo de Janaína teria saído da arma encontrada na casa do suposto serial killer. Ele vai responder por homicídio simples com as qualificadoras de motivo fútil e impossibilidade de defesa à vítima.

A defesa de Tiago Henrique pediu o reconhecimento semi-imputabilidade com base no laudo de insanidade mental; a absolvição, consequente do reconhecimento, com substituição da pena por medida de segurança; e a retirada da qualificadora de motivo fútil, pois considera que a ausência de motivos não pode ser considerada como qualificadora.

O magistrado, porém, negou todos os pedidos com base no relatório da Junta Médica Oficial do Poder Judiciário, que considerou o suposto serial killer portador de transtorno de personalidade antissocial, o que não o tornaria inimputável, e na justificativa que ele mesmo usou em depoimentos à polícia, dizendo ser motivado a matar por um sentimento de raiva.

Transferência de processos

Também na última quarta (17), sete processos que apuram a participação de Tiago Henrique Gomes da Rocha em homicídios foram encaminhados da 2ª Vara Criminal de Goiânia para a 1ª Vara. A transferência seria motivada pela prevenção do juízo da 1ª Vara, que apreciou inicialmente as medidas cautelares durante as investigações da Polícia Civil.

* Com informações do Centro de Comunicação Social do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás