Suplente de Vilmar, Cyro Miranda diz que Senado não é lugar para “coronéis”

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O senador Cyro Miranda (PSDB) prevê uma polarização mais acentuada na disputa pela vaga de Senado entre o seu aliado, Vilmar Rocha (PSD), e o deputado Ronaldo Caiado (DEM). “A campanha é polarizada entre os dois. E o Vilmar tem que polarizar. É importante para que a população avalie”, afirma. “O Vilmar tem uma herança política muito boa: não tem uma vírgula que se fale do Vilmar nestes 30 anos”, lembra, ainda, o senador, sobre a longa carreira política do deputado Vilmar Rocha, de quem é o primeiro suplente na chapa.

Exercendo o cargo desde 2010, Cyro assinala que o perfil político de Vilmar, conhecido por seu poder de articulação, é o mais adequado, dentre os candidatos, para ocupar a vaga no Senado. “Aquela casa de leis é uma casa conciliatória, não é uma casa de arrogância, não é uma casa de coronéis. Aquele que for querer peitar, não consegue, não agrega”, situou. “Tem  a questão da paridade, nós somos três senadores por estado; então, soma muito a pessoa que é conciliatória, que sabe ouvir, porque você vai conviver com gente de todos os partidos. É muito diferente da Câmara, onde se acaba conseguindo as coisas muitas vezes no grito”, comparou.

O senador Cyro ainda ressalta a evidente parceria entre o governador Marconi Perillo (PSDB) e Vilmar Rocha na campanha. Candidato a reeleição, o governador pede votos para Vilmar em todos os eventos de campanha e tem convocado a base aliada para trabalharem com afinco na eleição do aliado e colega de chapa, que foi secretário-chefe da Casa Civil de seu governo até o final do ano passado. “Eu nunca vi uma pessoa trabalhar tanto por um candidato a senador como está trabalhando o Marconi”, observou.

Para Cyro, a eleição de Vilmar está mais difícil, mesmo com as boas perspectivas, porque ele tem a tarefa de se tornar mais conhecido que seus adversários. “Toda eleição majoritária é difícil”, afirmou o senador, citando  o próprio governador Marconi Perillo (PSDB) como exemplo: “Mesmo com um governo com tanta coisa realizada,  ele ainda não tem garantia de primeiro turno ”, afirmou. Segundo o senador tucano, Vilmar tem mais dificuldade porque está disputando votos em uma eleição diferente para ele, mesmo após 7 mandatos como deputado. “O Vilmar sempre fez campanha para deputado e o principal concorrente dele já foi candidato ao governo, a presidente da República, quer dizer, tem um recall”, citou. “Vilmar tem que continuar o trabalho, com um discurso bem contundente”, aconselha.

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