Adriana Ancelmo é acusada de integrar esquema de corrupção no Rio de Janeiro e tentou se utilizar de manobra jurídica 

Adriana Ancelmo chega em casa, no Leblon, para cumprir prisão domiciliar |Foto: Vladimir Platonow / Agência Brasil

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Maria Thereza de Assis Moura negou, em decisão monocrática, pedido de liminar que tentava suspender o processo contra Adriana Ancelmo na 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Esposa do ex-governador do estado, Sérgio Cabral, a ex-primeira dama tentou, por meio de liminares, mudar a competência para julgar o caso.

De acordo com argumentações apresentadas pela defesa, não há relações entre os processos resultantes das investigações do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Por isso, a distribuição da ação penal contra a Adriana Ancelmo deveria ter sido feita por meio de sorteio. — uma manobra jurídica para impedir que o julgamento prosseguisse.

A ministra Maria Thereza, do STJ, no entanto, avaliou que o objetivo da liminar se confunde com a finalidade principal do recurso, e que as questões levantadas pela defesa exigiriam uma análise mais apurada a ser feita pelo juiz natural da causa.

Com isso, o processo permanece na 7ª Vara até que o recurso seja apreciado pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça. Ainda não há previsão sobre a data do julgamento da ex-primeira dama.

Presa no dia 6 de dezembro do ano passado, Adriana Ancelmo foi levada para a Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, a ala feminina da unidade Bangu 8 do Complexo Penitenciário de Gericinó, zona oeste do Rio.

Ela é acusada de fazer parte do esquema de corrupção e recebimento de propinas, que, segundo o Ministério Público Federal, tinha à frente seu marido, o ex-governador Sérgio Cabral, preso desde o dia 17 de novembro do ano passado na Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, também em Bangu 8.

A ministra do STJ concedeu a liminar para a prisão domiciliar de Adriana Ancelmo no dia 24. Cinco dias depois, a ex-primeira-dama deixou a cadeia e foi levada a seu apartamento no Leblon, zona sul do Rio, por agentes da Polícia Federal.