AGU apresentou recurso para que presidente pudesse depor por escrito em inquérito que investiga interferência de Jair Bolsonaro na PF para proteger familiares e aliados. Celso de Mello negou, mas STF deve definir nesta quinta, 8

Presidente do TSE, ministro Luiz Fux | Foto: Divulgação

O ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal, agendou para esta quinta-feira, 8, o julgamento do recurso que irá decidir qual o formato do depoimento do presidente Jair Bolsonaro sobre inquérito que investiga possível interferência na Polícia Federal para proteger familiares e aliados.

O presidente atende à pedido do relator, Celso de Melo, que deseja participar do julgamento antes de sua aposentadoria, que ocorre no dia 13 de outubro. O julgamento deverá ocorrer de forma física e com debates. Caso Celso de Mello consiga apoio, o presidente poderá ter que prestar depoimento de maneira presencial.

Já a Advocacia-Geral da União (AGU) pede para que o presidente seja autorizado a depor por escrito. O pedido foi negado por Celso de Mello. Após a rejeição do pedido da AGU, o ministro abriu prazo para que a defesa do ex-ministro Sergio Moro se manifestasse sobre o recurso do governo.

Nessa segunda-feira, 5, os advogados de Moro apresentaram seus argumentos. Com isso, o tema foi liberado por Celso de Mello para julgamento. Também ficou autorizada investigações por parte da PF pelos próximos 30 dias.