PF prende ex-deputado Roberto Jefferson por ataques às instituições democráticas

Autorização partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, dentro do inquérito que investiga milícias digitais

Ex-deputado Roberto Jefferson | Foto: reprodução

A Polícia Federal prendeu o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes determinar sua prisão preventiva, que não tem prazo estipulado para acabar. Além do cumprimento de busca e apreensão por suposta participação em uma organização criminosa digital montada para ataques à democracia.

O ministro do STF, também determinou o bloqueio de conteúdos postados por Jefferson em rede sociais e apreensão de armas e acesso a mídias de armazenamento.

A prisão do ex-parlamentar veio a pedido da Polícia Federal, depois de detectar sua participação em uma espécie de milícia digital que tem feito ataques aos ministros e às instituições. A investigação faz parte do novo inquérito aberto por ordem de Moraes após o arquivamento do inquérito dos atos antidemocráticos.

No Twitter, a filha de Jefferson e ex-deputada federal, Cristiane Brasil (PTB-RJ), afirmou que a família é vítima de “perseguição” e criticou a operação. Na mesma rede social, o ex-deputado postou: “Vamos ver de onde parte essa canalhice”.

Roberto Jefferson já esteve envolvido no escândalo do mensalão, em 2005. Em novembro de 2012, no julgamento do mensalão no STF, ele foi condenado a 7 anos e 14 dias de prisão, pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Hoje é aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e tem veiculado com frequência vídeos com ataques aos ministros do Supremo.

Organização criminosa digital

As investigações sobre a organização e o funcionamento de uma milícia digital voltada a ataques à democracia foi aberto em julho, por decisão do ministro Alexandre de Moraes. Com isso, a PF apura indícios e provas.

A suspeita de que essa ‘milícia’ se dividiria em grupos, sendo os de produção, publicação, financiamento e político. Outra suspeita é de que o grupo tenha sido abastecido com verba pública.

A PF cita entre os nomes em um pedido para acessar quebras de sigilo, os assessores da Presidência da República acusados de integrar o chamado “gabinete do ódio”, de onde suspeita-se que venha a promoção de ataques virtuais nas redes sociais contra desafetos da família do presidente Bolsonaro e adversários do governo.

*Com informações do O Globo

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