Humberto Aidar sobre presidência da Alego: “Sou capaz, mas não é minha prioridade”

Nome do deputado do MDB foi cogitado por colegas, mas parlamentar diz que ainda é cedo para definições

Foto: Divulgação

Após deputados cogitarem o nome de Humberto Aidar (MDB) para a presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o parlamentar afirmou ao Jornal Opção que ainda é muito cedo para que candidaturas sejam definidas, mas não descartou a possibilidade. “Me sinto capaz de presidir a Casa, já que tenho trânsito bom entre todos os parlamentares. Se for necessário, me candidatarei, sim, mas não é algo que tenho como prioridade. Tudo vai depender de quem se colocar na disputa”, declarou.

De acordo com o deputado, dependendo dos projetos, ele também não teria dificuldade em apoiar a candidatura de Álvaro Guimarães (DEM), apontado como indicação do próximo governo. O que ele acredita, porém, é que deputados em primeiro mandato dificilmente terão êxito na disputa. “Não desmerecendo quem não estava aqui, mas a Assembleia é um poder grande e um mínimo de conhecimento da Casa se faz necessário”, declarou.

Humberto afirma que vai aguardar e ver o que se desenha pela frente, mesmo porque, segundo ele, é difícil definir uma candidatura sem que os partidos tenham 100% definido se serão da base ou da oposição. Questionado sobre sua própria posição a partir de 2019, o deputado ainda não sabe dizer. “O meu partido ainda não se posicionou. Eu particularmente não fui chamado pelo governador e não fiz nenhum contato”, acrescentou.

Deputado pelo PT até o começo do ano, o parlamentar diz que, como é novo no MDB, ainda está esperando a decisão oficial e deverá obedecê-la. “Tem uma ala do partido que acha que devemos ajudar o Caiado e tem outros que falam que a legenda  tem que ficar na oposição, já que a população nos colocou lá”, comentou.

Base de Caiado

Sobre o que o próximo governador Ronaldo Caiado (DEM) deva enfrentar na Assembleia, Aidar afirmou que, pelo menos no começo, a oposição será pequena. “É comum na Casa, quando um governo assume, que a maioria dos deputados da oposição passe para a base”, adiantou.

“Mas tudo depende da caneta do Caiado. Nenhum deputado vai apoiar de graça. É preciso ter o bônus para arcar com o ônus do governo já que o Caiado vai ter que tomar decisões impopulares no próximo ano”, alertou.

De acordo com ele, porém, o governador eleito tem experiência parlamentar e não deve encontrar dificuldades para montar a base.

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