Som fino e harmonioso de Maurício Pereira contagia público

Paulistano encerrou noite no CCUFG, na Praça Universitária. Esdras Nogueira, do Móveis Coloniais de Acajú (DF), abriu a noite

Walacy Neto,
especial para o Jornal Opção Online

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Fotos: Marcello Dantas/Jornal Opção Online

A edição 2015 do festival Bananada continua esquentando as principais casas de Goiânia durante toda esta semana. Na quarta-feira (13/5), a noite foi preenchida com diversas apresentações esperadas pelo público. Primeiro as apresentações no Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (CCUFG), que teve Maurício Pereira, do grupo As Mulheres Negras (SP), no encerramento.

Ao longo da carreira, o paulistano gravou oito discos, sendo dois com banda e seis solos, consagrando-se como um dos ícones da música independente brasileira. O show no CCUFG foi leve: vagava por momentos intimistas — o teatro não estava lotado — e por picos de maior agitação. Tudo acompanhado do talentoso pianista Daniel Szafran, que dava o ritmo do som acariciando/apertando nas teclas, vibrantes, e fazia back in vocals em sintonia com o cantor.

Aliado a isso, tinha o som que Maurício Pereira tirava do saxofone reto (ou soprano) que, dourado, se destacava na pouca (e suficiente) iluminação do espaço.

Sempre conversando com o público, ele conseguiu contagiar os presentes, com sua magreza, cabeleira e óculos engraçados. Som fino, música falada e com harmonia que deixa a todos bem. A camiseta com uma boca e língua para fora, do Rolling Stones, também chamava a atenção quando ele gesticulava e encenava as canções. “É esse tipo de som que me instiga a continuar estudando e tentando fazer música. É difícil explicar”, disse Pedro Ricardo de Castro, estudante de Artes Visuais da UFG, que testemunhou a apresentação de olhos esbugalhados

Ao ser avisado que tinha mais 20 minutos de show, Maurício Pereira disse que tentaria de tudo para tentar tocar o maior número de bis possíveis antes que uma bigorna acertasse sua cabeça.

A música que mais arrancou risos foi A Loira da Caravan, do disco Pra Marte, de 2007. A inspiração veio da volta de um show com o violeiro Paulo Freire, com quem canta e conta causos baseados em músicas brasileiras tradicionais, ao lado compositor Wandi Doratiotto.

Esdras Nogueira, do Móveis Coloniais de Acaju (DF), antecipou a apresentação de Maurício Pereira.

Um pouco mais tarde, na Diablo Pub, as bandas Parati, Terno Rei e a banda goiana Luziluzia fechavam a noite. Com casa lotada, a Luziluzia foi um dos shows mais desejados pelo público nessa edição. A banda, que junta membros das conhecidas Boogarins e Carne Doce, não se apresenta com freqüência, mas sempre leva uma grande quantidade de pessoas em seus shows.

Na semana

O Bananada começou na última segunda-feira (11) com apresentação do músico e compositor Caetano Veloso. A programação é extensa e segue até o próximo domingo (17), com apresentações Vivendo do Ócio, Hellbenders e Criolo.

Nesta quinta-feira (14), ocorre o Bananada nas Casas com eventos na Suqueria, com show do The Abdalas e Bike, e na Diablo Pub, com Water Rats e Merda. Também consta na programação show com Boogarins, Pato Fu e Tropikillaz

Colaborou Marcello Dantas

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André

Não seriam “Os Mulheres Negras” o nome do duo que Maurício Pereira integrou com André Abujamra?