Sobe para 10 o número de mortos em tombamento de ônibus na Região Serrana do Rio; ANTT diz que viagem era clandestina
16 agosto 2026 às 15h47

COMPARTILHAR
Subiu para 10 o número de mortos após um ônibus tombar na BR-040, em Petrópolis, na região Serrana do Rio, neste domingo, 16. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) classificou a viagem como “clandestina” depois de informar que o veículo não estava habilitado para realizar transporte de passageros entre estados. Passageiros também reclamaram de alta velocidade antes do tombamento.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, 49 pessoas que estavam no veículo foram atendidas. Entre as vítimas fatais estão oito mulheres e uma criança. Pelo menos, 23 pessoas feridas deram entrada em unidades de saúde. O acidente ocorreu em um trecho da rodovia que está em obra, com uma interdição no lado diretio da pista. O veículo saiu de Belo Horizonte (MG) e tinha destino Copacabana, no Rio de Janeiro. O motorista do veículo sobreviveu.
Segundo informações do g1, a ANTT informou que o veículo está registrado em nome da Dinna Ellles Turismo e que possui comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda. Entretanto, nenhuma das empresas está autorizada pela agência para realizar esse tipo de transporte.
A ANTT diz ainda que não foi localizada nenhuma empresa com o nome “Estrela Guia Turismo” habilitada. Esta seria a responsável pela viagem. O veículo possuía um adesivo da ANTT em nome da empresa Samara, mas a agência também afirma que ela está inapta.
À reportagem, o advogado que defende a Estrela Guia Turismo, Aroldo Leão Braz, afirmou que não irá comentar o caso.
Alta velocidade desde o início da viagem
Uma das sobreviventes relatou ao g1 que passageiros chagaram a reclamar ao motorista que ele estava correndo muito. As vítimas não se conheciam e cada passageiro teria pago R$ 170 para ficar no Rio de Janeiro até às 16h30 deste domingo, 16.
“O ônibus saiu da Praça da Cemig, pegou passageiros na Avenida Afonso Pena, no Centro de BH, e por fim no Shopping Estação, em Venda Nova, na Zona Norte. Desde o início vimos alguns problemas: como muitos dos cintos que não funcionavam. O motorista saiu correndo muito e, quando pegou a estrada, continuou em alta velocidade. Em Juiz de Fora, durante uma parada, o pessoal pediu para ele não correr tanto. Ele respondeu que queria chegar em Copacabana às 4h30”, afirmou à reportagem.
Ela conta que, na descida da serra, os passageiros ficaram desesperados. “Quando chegamos em Petrópolis, as pessoas começaram a gritar. Eu estava dormindo, abracei meu noivo e disse que iríamos morrer. O ônibus começou a balançar muito. Na descida, ele capotou, bateu em uma árvore e ela entrou dentro do ônibus”, contou.
Leia também: Governo dos EUA volta a avaliar sanções contra Alexandre de Moraes, diz jornal


