SMS normaliza distribuição de insulinas na capital

Após falta do remédio, Prefeitura de Goiânia comprou, por R$ 218 mil, 4 milhares de frascos dos tipos lantus e rápida para entregar a pacientes em dois dias 

Insulina do tipo lantus é distribuída pela prefeitura | Foto: Reprodução/SMS

Insulina do tipo lantus é distribuída pela prefeitura | Foto: Reprodução/SMS

A distribuição de insulina humana a pacientes com diabetes pela Farmácia de Insumos e Medicamentos Especiais da Prefeitura de Goiânia foi normalizada. Pelo menos é o que garantiu a gerente de Assistência Farmacêutica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Gysella Santana, em entrevista ao Jornal Opção Online na tarde desta quarta-feira (29/7), após registro de falta do remédio.

Quatro mil frascos de três mililitros da insulina do tipo lantus e da chamada insulina rápida — ambos produtos análogos ao original — chegaram ao centro de distribuição hoje. A primeira é mais cara e custou R$ 89 a unidade. Na outra, o Paço Municipal pagou R$ 20. As duas remessas foram compradas por meio de licitação pelo preço mais baixo.

Conforme apurou a reportagem, a compra custou R$ 218 mil, bancados apenas pelo caixa do Poder Executivo municipal. Por mês, são distribuídos cerca de cinco mil frascos da lantus e 1,8 mil da insulina rápida.

Nesta quarta-feira, o vereador Elias Vaz (PSB) pediu explicações formais ao secretário de Saúde, Fernando Machado, sobre o fornecimento do remédio. O pessebista recebeu reclamações pelas redes sociais de usuários que estariam tendo dificuldades para ter acesso à medicação, de uso diário e fundamental para o controle da doença.

Conforme o pessebista, a prefeitura estaria se recusando a fornecer a insulina lantus “até mesmo” àqueles que possuem mandado de segurança para recebê-la.

Gerente Gysella Santana afirma que quantidade atende demanda

Gerente Gysella Santana afirma que quantidade atende demanda

“A quantidade é suficiente para atender a demanda desta quarta-feira e amanhã, quinta. Se faltar, vamos adquirir mais. No caso da lantus houve reclamações porque o volume que o paciente gasta é maior e estava em falta. Além disso, é cinco vezes mais cara que a insulina rápida”, informou Gysella, que observou atendimento tumultuado nesta quarta-feira. Ela relata também que nenhum tipo do medicamento está sendo substituído por um mais em conta.

Ainda segundo a gerente, o paciente que deseja retirar essas duas variações do produto na farmácia deve ter residência fixa na capital (o que nem sempre acontece). Para solicitá-los, existem dois caminhos: ou por meio mandado de segurança expedido pela Justiça ou pela abertura de processo administrativo na prefeitura.

Do contrário, pode encontrar o medicamento do tipo NPH, da sigla em inglês Neutral Protamine Hagedorn, ou da regular em qualquer unidade de saúde do município. Neste caso, as insulinas são repassadas pelo Ministério da Saúde.

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