Transporte Coletivo é fraudado 14,6 milhões de vezes ao ano na Grande Goiânia

RMTC e Secretaria de Segurança Pública do Estado lançam na quarta-feira (18) campanha contra uso indevido dos cartões de acesso

O uso indevido dos cartões de acesso ao transporte coletivo pode configurar crime. O número de fraudes na Grande Goiânia cresce, conforme a Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC).

Hoje, o sistema é fraudado 14,6 milhões de vezes por ano. Os tipos de fraudes constatadas são uso de Passe Livre ou Passe Escolar por terceiros, pular ou passar debaixo da catraca e a comercialização indevida de bilhetes com desconto exclusivo. A maioria das fraudes é cometida no Eixo Anhanguera.

No mês de outubro, segundo informações do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp), o sistema invalidou cerca de seis mil cartões de idosos que já haviam falecido, mas que ainda estavam sendo usados por terceiros. O golpe foi descoberto graças a um cruzamento de dados com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Por isso, com o apoio da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás (SSP-GO), a RMTC lança oficialmente a campanha contra fraude na quarta-feira (18), no Centro Integrado de Inteligência, Comando e Controle (CIICC) da secretaria.

A campanha tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da utilização adequada dos cartões de Passe Livre e Escolar e também sobre as implicâncias legais que podem ocorrer diante das fraudes documentais, como a falsidade ideológica.

Considerada crime contra a fé pública, a falsidade ideológica é prevista no artigo 299 do Código Penal e prevê multa e reclusão de um a cinco anos, dependendo do tipo de documento fraudado.

Neste mês de novembro, a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) iniciou uma ação especial para combater as fraudes nos terminais de integração. Em duas operações, nos terminais Praça A e da Bíblia foram apreendidas 108 carteiras de Passe Livre e Estudantil que estavam sendo utilizadas de forma indevida por terceiros.

Além das implicações legais, as fraudes provocam prejuízos anuais de R$ 40,9 milhões ao sistema de transporte coletivo. Por essa razão, o intuito da campanha também é conscientizar os clientes do transporte coletivo de que são os maiores prejudicados quando isso acontece, pois as ações de fraudes contribuem para o aumento da passagem e dificulta a melhoria no serviço prestado.

Uma resposta para “Transporte Coletivo é fraudado 14,6 milhões de vezes ao ano na Grande Goiânia”

  1. Avatar Rômulo disse:

    O próprio transporte coletivo de Goiânia já é um crime. É humilhante pegar ônibus em horário de pico e usufruir de um serviço que parece ser destinado a animais, sem nenhuma segurança ou conforto. E ainda por cima caro. Como esses canalhas querem que as pessoas respeitem um serviço assim?

    Ninguém gosta de pegar por coisa ruim. Ninguém gosta de ser roubado. E quando se vive num lugar repleto de carteis e monopólios, não tendo opção, as pessoas protestam como podem. Pulando catraca, usando passes alheios. É essa a forma que as pessoas encontraram para dizer que o serviço não vale a pena. Que ele não vale o que é cobrado.

    E não adianta dizer que a culpa é da população. Se por causa de uma minoria eles estão reclamando que perdem R$ 40 milhões por ano (esses ônibus só podem ser de ouro), imagine o quanto não estão lucrando graças a maioria, que usa os serviços corretamente?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.