O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) rejeitou a proposta da Prefeitura de Goiânia em assembleia nesta terça-feira, 31, e a greve dos servidores administrativos segue na capital.

Ao Jornal Opção, a presidente do Sintego, Bia de Lima, afirmou que a categoria não aprovou o que foi apresentado e teme pela falta de um plano de carreira.

“Estamos trabalhando com a Secretaria Municipal de Educação para buscar o ponto mais nevrálgico, que é justamente a questão do plano de carreira. O pessoal está angustiado, com medo de chegar em dezembro e o plano de carreira não ser enviado à Câmara”, explicou.

Em nota, a Prefeitura de Goiânia disse que vai seguir em negociação com a categoria e que também, apesar da recusa, enviou uma proposta para elaboração do plano de cargos a partir de dezembro. [Confira nota na íntegra ao final do texto]

Bia de Lima reforçou que os servidores também lutam para aumentar o auxílio locomoção e se equiparar com o valor pago aos professores, além do assunto que mais preocupa, segundo ela, o plano de carreira.

“Chamamos uma nova assembleia para segunda-feira na perspectiva de ter assento amanhã [quarta-feira] em uma nova rodada de de negociações. Vamos trabalhar para avançar um pouco mais”, revelou.

Greve completa um mês

Ainda conforme a presidente do Sintego, a situação chegou a esse ponto justamente porque o município aprovou novos planos de carreira em outras categorias em 2022, deixando de fora a educação.

“A prefeitura alega que está no limite prudencial, não podendo mais evoluir em investimentos de plano de carreira e ficaram de fora justamente os que ganham menores salários, como o caso da Educação e Saúde. Uma merendeira, que está há 20 anos fazendo a comida das crianças, na hora de receber seu salário ganha R$ 600. É pouco demais”, argumentou.

Na próxima quinta-feira, 2, a greve dos servidores completa um mês. A proposta apresentada pela Prefeitura previa um auxílio locomoção de R$ 500 por mês e o pagamento da data-base a partir de dezembro deste ano. O auxílio dos professores é de R$ 600.

Pelo menos 120 unidades escolares e Centros Municipais de Educação Infantil em Goiânia, de um total de 400, enfrentam interrupções nos serviços. Um dos serviços mais afetados pela greve é o de limpeza, já que a maioria dos auxiliares da Prefeitura de Goiânia aderiu à paralisação.

Nota da prefeitura na íntegra:

“A Secretaria Municipal de Educação (SME) informa que seguirá negociando com a categoria e esclarece que apresentou, na última semana, uma proposta para os servidores administrativos da Educação.

A proposta apresentada ao Sintego garantia o reajuste do auxílio locomoção de R$ 300 para R$ 500 por mês, além do pagamento da data-base e da elaboração do plano de cargos da categoria a partir de dezembro.

A SME Goiânia destaca, por fim, que a proposta, construída com responsabilidade fiscal, foi a segunda apresentada à categoria e que vai seguir trabalhando para garantir atendimento aos estudantes.”

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