Sindicatos vão levar petição ao Governo em prol de servidores do HDT e do Ceap-Sol com salário atrasado

Trabalhadores estão sem receber e denunciam falta de insumos. SES garante que repasses tem sido feitos à OS que administra os hospitais

Foto: Divulgação

Após manifestações realizadas na noite de quinta-feira, 27, e na manhã desta sexta-feira, 28, sindicatos se reuniram para elaborar petição que será entregue ao governador Ronaldo Caiado (DEM) e ao secretário de Estado da Saúde, Ismael Alexandrino, em busca de medidas sobre o salário dos servidores do Hospital de Doenças Tropicais (HDT) e do Condomínio Solidariedade (Ceap-Sol) — ambos geridos pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG).

O documento ainda está sendo elaborado pelas categorias, mas deve ser entregue já na próxima semana. Além disso, os servidores já programaram nova manifestação para a próxima quinta-feira, 4, às 18h, no estacionamento do HDT. 

Esses trabalhadores reivindicam, além dos salários atrasados, material. Uma das denúncias do movimento é quanto à falta de insumos nas unidades, além de enfermarias interditadas e salas em manutenção.

De acordo com um integrante do movimento, que não quis se identificar, por medo de represálias, os participantes das reivindicações tem sido ameaçados de demissão por parte da Organização Social. No entanto, ele conta que isso não os desmotiva na luta.

Na segunda-feira, 1º, representantes do movimento vão se reunir com os líderes sindicais para revisar o texto que será entregue ao Governo. 

Resposta

O ISG afirma que desde que assumiu o contrato de gestão em 2012 tem promovido “uma modernização e qualificação das unidades, com prioridade para uma assistência humanizada”. Segundo o documento, desde então “o HDT saiu de um estado de interdição ética pelo Conselho Regional de Medicina para a Acreditação ONA 2, a unica concedida a um hospital de infectologia  no Brasil”. 

Questionado sobre os repasses ao servidores, o instituto afirma que mesmo com os efeitos da crise econômica do país “afetando a regularidade dos repasses dos contratos de gestão”, desde o ano passado, a gestão das duas unidades tem procurado “priorizar ao máximo os salários dos colaboradores”.

Outro trecho da nota diz que, com base nas negociações com a SES-GO e 
“confiando nos esforços do atual governo em promover o reequilíbrio dos contratos”, o ISG segue atuando para mitigar “assim que possível”, os atrasos salariais reclamados “tão logo receba o devido repasse do mês de junho”, pontua. O ISG não se pronunciou quanto as enfermarias interditadas no HDT.

A SES, no entanto, garante que repasses têm sido feitos. “Neste ano já foram feitos repasses de cerca de R$ 28,5 milhões ao ISG para gestão do HDT. Os meses de janeiro, fevereiro, março, abril e maio estão rigorosamente pagos, de forma que o não pagamento de prestador ou trabalhador compete à gestão interna da Organização Social (OS) que gere a unidade”.

A secretaria ainda informou que há previsão de que o repasse referente ao mês de junho seja realizado nesta sexta-feira, 28, mediante liberação dos recursos do Tesouro Estadual. Eles ainda frisam que já entraram em contato com a OS que faz a gestão do hospital e cobrou apresentação de plano para reabertura das salas em manutenção.

Apesar do anúncio da secretaria, os servidores afirmam que ainda não receberam o pagamento.

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