Sindicato acusa prefeitura de cortar ponto de grevistas sem autorização

Secretaria de Educação usou liminar da Justiça que determina suspensão da greve para para justificar medida. Trabalhadores só receberão se repuserem aulas perdidas 

O Sindicato Municipal dos Trabalhadores da Educação (Simsed) repudiou a decisão da Secretaria Municipal de Educação (SME) de cortar o ponto dos trabalhadores que estavam em greve no município. Segundo o presidente do Simsed, Antonio Gonçalves, a prefeitura anunciou a medida em reunião na última sexta-feira (26/5).

Na ocasião, o representante da SMS afirmou que a prefeitura só irá pagar o referente a esses dias caso o trabalhador faça a reposição dos dias em que não houve aula. De acordo com Antonio, o secretário de Educação, Marcelo da Costa, se baseou em liminar da Justiça que determinava suspensão da greve.

Mediando a conversa, o representante do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) alertou sobre o caráter liminar da decisão e disse que ela falava apenas de multa, ou seja, não estabelecia nada sobre corte de ponto. Em resposta, o sindicato afirmou que iria determinar a seus membros que não aderissem ao sistema.

Para o Simsed, a postura da prefeitura é “imoral” e que os trabalhadores devem entregar um documento dizendo que não farão a reposição nesses termos. “Essa atitude arbitrária está prejudicando a sobrevivência e despesas dos trabalhadores, impossibilitando até mesmo o comparecimento ao trabalho”, afirmou o sindicato, em nota.

Ainda que não haja definição sobre a questão, ficou acordado que cada escola irá avaliar a maneira ideal de fazer a reposição de aulas.

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