Crise hídrica preocupa setor empresarial de Goiás

As previsões climáticas apontam para as regiões Sudeste e Centro-Oeste, como as mais afetadas com a alteração climática que pode provocar apagão no setor elétrico

Marcelo Baiocchi, presidente da Fecomércio(E), e José Vitti, secretário de Indústria, Comércio e Serviço de Goiás

Com a previsão de uma das piores secas,  Goiás aparece  entre os cinco estados em alerta de emergência hídrica para o período de junho a setembro de 2021 . O setor industrial e econômico pode sentir os impactos devido ao forte período de estiagem. Dados do Operador Nacional do Sistema (ONS) alertam  o governo para o risco de déficit na oferta de energia, o que também gera um fator preocupante.

As previsões climáticas apontam para as regiões Sudeste e Centro-Oeste, como as mais afetadas com a seca deste ano. Os estados afetados estão na região da Bacia do Paraná, que abrange além de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, informou o Ministério da Agricultura.  

O presidente da Fecomércio Goiás, Marcelo Baiocchi, afirma que o cenário é preocupante. “Sem dúvida nenhuma Goiás está entre os estados em alerta de emergência hídrica é preocupante. Isso pode afetar a economia, porque, pode haver restrições e tem segmentos que utilizam da água para poder manter a sua produção”, afirma.

Porém, na avaliação de Baiocchi o setor de comércio tem tendência a se adaptar melhor a situação. “Nós especificamente do comércio podemos nos adaptar melhor, mas, atinge de certa forma toda a população e nos preocupa muito. Preocupa o setor e pode trazer problemas a toda a população”, reforça.

O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, José Vitti, não descarta o impacto negativo, mas pondera. “Pode prejudicar as indústrias, mas creio que o maior prejudicado vai ser a população”, e continua: “O setor industrial realmente tem a sua preocupação, mas com certeza será afetado empresários do segmento rural que trabalham com irrigação. Mas, na verdade os mais prejudicados é a população de um modo geral”.

“Do ponto de vista industrial todas as plantas que precisam e requerem água que são captadas principalmente dos afluentes do Meia Ponte, isso pode haver um problema. Mas, vejo que é muito mais preocupante a questão das próprias pessoas, do que os processos industriais, já que muitos deles tem geração própria de água e isso facilita. Porém, esses que estão no entorno e dependem basicamente do Meia Ponte é uma situação preocupante, e que todos deverão ter já que deve ser o ano que passaremos pela pior crise hídrica de todos os tempos”, analisa o secretário.

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