Servidores “lavam” escadaria e gabinete do ministro da Transparência em protesto

Vídeo publicado pela página Jornalistas Livres mostra manifestantes exigindo a saída de Fabiano Silveira, que criticou a Operação Lava Jato em gravação

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Fotos: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Mais um dia, mais um escândalo no governo interino de Michel Temer (PMDB). Desta vez, em um dos órgãos mais importantes da União: o recém criado Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle (antiga Controladoria Geral da União).

Servidores da pasta realizaram, durante toda a manhã desta segunda-feira (30/5), manifestações contra o ministro, Fabiano Silveira. Isso porque o Fantástico, da Rede Globo, divulgou na noite do último domingo (29) mais uma gravação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Nela, Silveira foi flagrado criticando a condução da Operação Lava Jato e dizendo que os procuradores, incluindo o procurador-chefe Rodrigo Janot, estariam “perdidos”. O áudio é de fevereiro, quando o atual ministro era conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Ele aparece, ainda, dando orientações ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre como proceder em inquéritos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. A gravação teria sido feita, inclusive, na residência oficial do presidente.

Resultado? Servidores efetivos do ministério, revoltados, bloquearam a entrada do ministro e, quando este finalmente conseguiu se dirigir o gabinete, o acompanharam “lavando” o chão, as escadarias e até a porta do gabinete do ministro.

Com apitos, buzinas e aos gritos de “Fora, Fabiano”, os funcionários exigem a demissão imediata, bem como a abertura de uma investigação contra o ministro flagrado. Inclusive, mais de 200 servidores efetivos já emitira nota dizendo que não reconhecem mais o indicado por Temer.

Veja abaixo o vídeo publicado pela página Jornalistas Livres:

Resposta

Em nota, Fabiano Silveira disse que “esteve de passagem” na residência oficial do presidente do Senado e que não sabia da presença de Sérgio Machado. Ele nega ter relação profissional e pessoal com o ex-presidente da Transpetro.

“Jamais fez gestões ou intercedeu junto a instituições públicas em favor de terceiros. Chega a ser despropósito sugerir que o Ministério Público, uma instituição que demonstra independência e altivez, possa sofrer qualquer interferência externa”, escreve a nota.

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