Unidade é administrada por Organização Social que acumula atraso em contratos desde março de 2020

Hospital Municipal de Aparecida é adminstrado por OS. | Foto: reprodução

Os servidores do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP) entraram em greve por falta de pagamento de salários. A unidade é administrada pela Organização Social (OS) Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), que acumula atrasos no pagamento de contratos desde março de 2020. A dívida com a empresa responsável pelos funcionários é de R$ 2,2 milhões.

A paralisação na unidade é parcial. O diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde/GO), Erivânio Herculano, atribuiu o problema ao modelo de terceirização.

Para o diretor, o modelo, feito para resguardar direito dos trabalhadores, virou contra eles. “Os trabalhadores estão trabalhando e passando necessidade, e, agora, sendo despejados sem nenhum tipo de respaldo e humanidade”, afirmou o líder.

Prestadores de serviços de recepção, manutenção, maqueiros e limpeza do hospital são terceirizados pela DM SERV, credora da OS. Outra contratada, a Suprema Terceirização, também relatou atraso, referente ao mês de novembro, na folha de pagamento de seus colaboradores.

Operação Falso Positivo

No início do mês, a polícia deflagrou uma operação em que investiga irregularidades cometidas pelo IBGH. Foram encontrados documentos que levantaram suspeita de superfaturamento na prestação do serviço e desvio de dinheiro público.

A direção do Sindsaúde registrou denúncia no Ministério Público do Trabalho de Aparecida de Goiânia contra a gestão terceirizada da unidade.