Servidores de hospital em Aparecida entram em greve por falta de pagamento

19 novembro 2021 às 19h34

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Unidade é administrada por Organização Social que acumula atraso em contratos desde março de 2020

Os servidores do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP) entraram em greve por falta de pagamento de salários. A unidade é administrada pela Organização Social (OS) Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), que acumula atrasos no pagamento de contratos desde março de 2020. A dívida com a empresa responsável pelos funcionários é de R$ 2,2 milhões.
A paralisação na unidade é parcial. O diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde/GO), Erivânio Herculano, atribuiu o problema ao modelo de terceirização.
Para o diretor, o modelo, feito para resguardar direito dos trabalhadores, virou contra eles. “Os trabalhadores estão trabalhando e passando necessidade, e, agora, sendo despejados sem nenhum tipo de respaldo e humanidade”, afirmou o líder.
Prestadores de serviços de recepção, manutenção, maqueiros e limpeza do hospital são terceirizados pela DM SERV, credora da OS. Outra contratada, a Suprema Terceirização, também relatou atraso, referente ao mês de novembro, na folha de pagamento de seus colaboradores.
Operação Falso Positivo
No início do mês, a polícia deflagrou uma operação em que investiga irregularidades cometidas pelo IBGH. Foram encontrados documentos que levantaram suspeita de superfaturamento na prestação do serviço e desvio de dinheiro público.
A direção do Sindsaúde registrou denúncia no Ministério Público do Trabalho de Aparecida de Goiânia contra a gestão terceirizada da unidade.