Servidores da Câmara de Planaltina são presos em operação do MP

Esta é a 4ª fase da operação Mãos à Obra que investiga irregularidades em contratos da Câmara

O advogado Edimundo da Silva Borges Júnior, ex-procurador jurídico e o ex-gestor de contratos, Fábio José de Souza Rodrigues, ambos servidores da Câmara Municipal de Planaltina de Goiás, foram presos na manhã desta sexta-feira, 7, pela 4ª fase da Operação Mãos à Obra do Ministério Público de Goiás.

A operação, que apura irregularidades detectadas em contratos na Câmara Municipal, também cumpriu dois mandados de busca e apreensão.

Fábio já havia sido preso temporariamente na terceira fase da operação, ocorrida na última semana em Formosa. Em sua residência, os promotores e policiais encontraram mais de uma centena de cheques guardados em diversos cômodos. Edimundo, por sua vez, que já é réu na ação do processo decorrente da Operação Caifás, deflagrada pelo MP-GO no último mês de abril, para apurar desvios da Igreja Católica de Formosa.

Durante as investigações, o MP detectou que Fábio José, que já é investigado por outras infrações cometidas no âmbito da Câmara Municipal de Planaltina, tais como aquisição de bens e contratação de serviços de forma fraudulenta, não poderia ter realizado estas irregularidades sem a anuência de Edimundo da Silva Borges Júnior, que seria o responsável por adulterar os procedimentos ilegais, na tentativa de evitar qualquer persecução judicial ou administrativa.

Fases

Esta é a terceira etapa da operação, que foi deflagrada inicialmente no começo de novembro, em Planaltina de Goiás, e culminou na prisão do então prefeito da cidade, Pastor André, que, na época dos fatos apurados, era presidente da Câmara de Planaltina. Ele teria fraudado contratações de empresas e superfaturado obras, além de ter desviado recursos do erário. Além dele, empresários e servidores da Câmara de Planaltina também foram presos.

A segunda fase da ação foi deflagrada na última semana em Planaltina, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Câmara Municipal. Já na terceira fase, o MP detectou que o ex-gestor de Contratos da Câmara de Planaltina utilizou-se de ligações com o servidor do Banco do Brasil para descontar cheques da Câmara, com fraude no endosso para sacar dinheiro em espécie e repasse de uma porcentagem para o gerente.

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