Servidor denuncia sucateamento de ambulâncias e estado “caótico” do Samu

Presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância afirmou que faltam uniformes, medicamentos e materiais, além de os veículos oferecem risco aos passageiros

O presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância do Estado de Goiás (Sindiconam-GO), Marcio Linhares, denunciou, em entrevista ao Jornal Opção, que a situação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) é “caótica”. Segundo ele, faltam uniformes, luvas, material, medicação e, além disso, as ambulâncias estão sucateadas e oferecem riscos aos passageiros.

“Pessoal tem medo de falar, mas está crítico. O paciente se acidenta dentro da própria ambulância, porque às vezes a maca não aguenta”, relatou ele. “Só que quando ocorre acidentes, eles são registrados como acidentes comuns, porque não há portaria regulamentando casos do tipo”, explica.

Ele afirmou que, embora a coordenação do Samu diga que 14 das 17 ambulâncias estão funcionando normalmente, é muito difícil que haja mais que nove delas na rua. “Acho muito estranho dizerem ter dez ambulâncias. Um dia desses estava de plantão, ligaram e falaram que só tinha quatro ambulâncias. Eles sempre eles vão falar que tem a mais, mas tem o caderno de registros que prova o que estou dizendo”, afirmou ele.

A situação das ambulâncias sanitárias, ressalta, é ainda pior. Márcio conta que elas são, na verdade, caminhonetes de pequeno porte como a Saveiro, da Volkswagen, que servem para transporte de mercadorias, adaptadas para o serviço. De acordo com ele, eram 45 no total e, agora, são no máximo 10. “Sucateamento total”, lamentou.

Até agora, já foram feitas denúncias na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e no Ministério do Trabalho, mas ainda não foram tomadas providências.

Além das denúncias sobre as condições das ambulâncias e da falta de uniformes para os funcionários, o Sindicato também pediu uma auditoria nas contas da prefeitura, porque suspeita que parte dos recursos destinados pelo Ministério da Saúde especificamente para o Samu possam estar sendo aplicados em outras áreas.

Resposta

Em resposta, o diretor geral do Samu, André Luiz Braga, informou que vem tomando providências para sanar os problemas do serviço. Segundo ele, dois processos para aquisição de insumos e de Equipamento de Proteção Individual (EPI) já estão em fase de finalização e, até outubro, será feita uma readequação em todas as 12 bases de Goiânia.

Além disso, pontua ele, os servidores dos 27 municípios da Região Metropolitana estão sendo capacitados e todas as viaturas, garante, serão readequadas. Sobre as motolâncias, o gestor afirmou que seis delas estarão funcionando já em outubro e, até o fim do ano, as 11 exigidas pelo Ministério Público serão colocadas para rodar. Ele reforçou, por fim, que a prefeitura irá fazer uma contratação temporária para suprir a necessidade de enfermeiros.

Confira fotos do estado das ambulâncias:

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