Serpes e Ibope “inflam” intenção de voto de Iris e erram projeções para Goiânia

Resultado da disputa pela prefeitura mostrou que ambos institutos, contratados pelo Grupo Jaime Câmara, superestimaram vantagem do PMDB

Iris Rezende durante coletiva, após votação no Marista; acompanhado do vice, Major Araújo e o senador Ronaldo Caiado | Foto: Paulo José

Iris Rezende durante coletiva, após votação no Marista; acompanhado do vice, Major Araújo e do senador Ronaldo Caiado | Foto: Paulo José

Atualizada às 18h10 do dia 4 de outubro de 2016

Os institutos Ibope e Serpes erraram as projeções para a disputa da Prefeitura de Goiânia em 2016. Ambos, contratados pelo Grupo Jaime Câmara, apontaram intenções de voto em Iris Rezende (PMDB) superiores à realidade.

No dia 1º de outubro (um dia antes da eleição), a pesquisa Ibope, divulgada pela TV Anhanguera, dava que o decano peemedebista teria 45% dos votos válidos. Contudo, o resultado foi de 40,47% — fora da margem de erro que é de quatro pontos percentuais.

Na Serpes, publicada pelo jornal O Popular na mesma data, o resultado foi ainda mais discrepante. Sob o título “Iris amplia vantagem na reta final em Goiânia”, o diário dava conta que o ex-prefeito teria 45,6% dos votos válidos — mais de cinco pontos percentuais de erro, sendo que a margem era de quatro.

Ibope e Serpes davam diferenças absurdas de 18 e 14,5 pontos percentuais, respectivamente, entre Iris e Vanderlan. A realidade: 8,63%.

Por outro lado, o candidato do PSB foi subestimado pelo Ibope. Ex-prefeito de Senador Canedo e empresário, o pessebista teve 31,8% dos votos válidos — 217,9 mil votos, menos de 60 mil votos de distância de Iris, que teve 277 mil. Mesmo assim, o instituto indicava que Vanderlan teria 27% — erro também fora da margem.

Nota

Em nota resposta enviada ao Jornal Opção, o Ibope afirmou que pesquisa eleitoral é “um retrato do momento” e aponta “tendências e mudanças nas opiniões do eleitorado”, não tendo objetivo de “prever resultado da urna”.

Mesmo com a grande diferença entre a votações obtidas por Iris e Vanderlan em comparação ao levantamento divulgado, o instituto considera que não houve erro da pesquisa, já que “sinalizava, naquele momento, um segundo turno entre Iris Rezende e Vanderlan”.

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