Suposto serial killer nega que tenha matado jovem e afirma ter sido coagido a confessar crime

Tiago Henrique diz que, na delegacia, foi obrigado a declarar que assassinou Edmilia Ferreira Borges, de 18 anos, morta com um tiro na cabeça, em Goiânia

Foto: Caê/ TJGO

Foto: Caê/ TJGO

O vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, apontado como o serial killer que atuava nas ruas de Goiânia, disse em audiência no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), nesta segunda-feira (10/8), que foi coagido a confessar o assassinato de Edmilia Ferreira Borges, morta com um tiro em de setembro de 2013. Tiago Henrique garante que na delegacia foi obrigado a admitir que cometeu o crime.

A audiência, presidida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, teve depoimento do vigilante e do delegado Eduardo José do Prado, que sustenta que as investigações apontam para Tiago como autor deste assassinato.

Conforme inquérito, Edemilia e a prima Jaqueline Sousa Ferreira de Jesus estavam sentadas no banco de uma praça no Parque Industrial João Braz, quando um homem que estava em uma moto se aproximou das duas, pediu o celular e atirou na cabeça da vítima.

Eduardo Prado atuou na força-tarefa para desvendar os assassinatos em série de mulheres e de moradores de rua. O delegado explicou que estudou os inquéritos, e que por mais que não tenha presidido esta investigação, a forma como o crime foi cometido é similar ao modo como vigilante agia. “Ele também confessou informalmente para mim”, assegurou.

Após negar o crime, Tiago permaneceu calado durante o restante do interrogatório. A advogada do serial killer, Brunna Moreno, disse que seu cliente assume os crimes que cometeu, e que quanto ao assassinato de Edmilia ele nega a participação. “Tem crime que a balística dá negativa, mas ele fala. Já outros, ele fala que não foi ele mesmo. E ele não vai assumir”, garantiu.

Edmilia foi assassinada aos 18 anos, com um tiro na cabeça, na Praça da Lagoa, no Parque Industrial João Braz. Ela estava com a prima, Jaqueline Sousa Ferreira de Jesus, que depôs a alguns dias. Na ocasião, a testemunha negou que o assassino fosse Thiago, explicando que o suspeito não se parecia com o autor do crime. (Com informações do Centro de Comunicação Social do TJGO)

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