Semad afirma que 35% dos resíduos que desmoronaram no Lixão de Padre Bernardo já foram removidos

22 agosto 2025 às 15h44

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) afirma que 35% dos 42 mil metros cúbicos de resíduos que desmoronaram sobre o Córrego Santa Bárbara, em Padre Bernardo, já foram removidos. O prazo final para a conclusão do trabalho é 15 de setembro, véspera do início do período chuvoso em Goiás, data estipulada em Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado entre a empresa Ouro Verde, que gere o local, e órgãos ambientais.
Segundo a Semad, os trabalhos contam com 13 caminhões e quatro retroescavadeiras, parte pertencentes ao patrimônio da Ouro Verde e parte alugados. Até agora, mais de 980 viagens foram realizadas para transportar os resíduos até uma célula impermeabilizada dentro do próprio terreno do lixão, onde o material está sendo depositado.
Além da remoção, está em andamento a escavação de uma sexta lagoa de chorume, que será impermeabilizada para reduzir a sobrecarga das cinco já existentes. O objetivo é permitir reparos e ampliar a capacidade de contenção de líquidos contaminantes. Também prossegue o monitoramento da qualidade da água do Córrego Santa Bárbara. Resultados recentes ainda apontam a presença de metais pesados e outros poluentes.
Desmoronamento
O desmoronamento ocorreu na manhã de 18 de junho de 2025, quando uma pilha de lixo cedeu e avançou sobre o curso d’água. Funcionários da empresa relataram que perceberam horas antes sinais de instabilidade no talude, o que possibilitou a evacuação preventiva da área e evitou feridos.
O episódio só foi comunicado ao Estado pela imprensa, já que a Ouro Verde não notificou a Semad. A ausência de ação imediata por parte da empresa levou órgãos como Semad, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, ICMBio e prefeitura de Padre Bernardo a intervir para minimizar os danos ambientais.
Posteriormente, a Semad aplicou multa de R$ 37,5 milhões e obteve na Justiça o bloqueio de bens da Ouro Verde. Apenas no dia 11 de julho a empresa assinou um TAC, comprometendo-se a retirar todos os resíduos desmoronados até 15 de setembro.
O lixão da Ouro Verde não possui licença ambiental para funcionar. Sua operação se manteve graças a decisões liminares da Justiça Federal e Estadual, que contrariaram pareceres técnicos da Semad e manifestações do Ministério Público Estadual e Federal.
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