“Sem orçamento será só mais uma lei”, diz secretário sobre teste obrigatório em profissionais da Saúde

Ismael Alexandrino reconhece importância da matéria aprovada ontem na Câmara de Deputados, mas diz que sem orçamento e com a falta de testes a lei é inexequível

Secretário de Saúde, Ismael Alexandrino | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

A Câmara de Deputados aprovou nesta quarta-feira, 29, um projeto de lei que dá prioridade na testagem do novo coronavírus a profissionais que atuam no combate à Covid-19 e estão em contato direto com pessoas contaminadas, caso dos profissionais de saúde e dos agentes funerários. A proposta ainda precisa ser aprovada no Senado.

A iniciativa da proposta é do deputado federal Zacharias Calil (DEM). A prioridade em testes vale para os seguintes profissionais: médicos; enfermeiros; fisioterapeutas; psicólogos; assistentes sociais; policiais e bombeiros; guardas municipais; integrantes das Forças Armadas; agentes de fiscalização; agentes comunitários de saúde; agentes de combate às endemias; técnicos de enfermagem; motoristas de ambulâncias; biólogos, biomédicos e técnicos em análises clínicas; trabalhadores de serviços funerários e de autópsia; profissionais de limpeza; farmacêuticos, bioquímicos e técnicos em farmácia; dentistas; e outros profissionais que sejam convocados a trabalhar durante o período de isolamento social e que tenham contato com pessoas ou com materiais que ofereçam risco de contaminação pelo coronavírus

O secretário de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino reconhece a importância da medida. “Já estava no nosso planejamento com aqueles 90 mil testes que recebemos, de priorizar os profissionais da saúde. Mas faz uma ressalva: “é importante que venha [a lei] junto orçamento e equipamento suficiente, se não será só mais uma lei, será inexequível”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.