“Segurança pública não se faz com fala grossa e populismo”, rebate secretário

Em texto nas redes sociais, Ricardo Balestreri critica ataques de líderes da oposição, a quem acusa de demagogia e mistificação eleitoreira

Ricardo Balestreri | Foto: Jota Eurípedes

O secretário de Segurança Pública de Goiás, Ricardo Balestreri, usou as redes sociais, na tarde desta terça-feira (23/1), para rebater ataques feitos recentemente por líderes da oposição ao governo do Estado.

Segundo ele, segurança pública não se faz com bravatas, fala grossa e agressiva, populismos, lugares-comuns, jogos de agradar a plateia, nem tampouco com “troca de profissionalismo por jagunçagem.”

“É demagogia e mistificação eleitoreira, muita banca e pouco resultado”, criticou. Sem citar nomes, ele defendeu a gestão Marconi Perillo (PSDB) e as políticas voltadas para o combate à criminalidade.

“Segurança pública com bons resultados é sempre produto de inteligência estratégica, de planejamento prospectivo fundado na complexidade, de conhecimento científico”, acrescentou.

Em recente entrevista à Rádio Bandeirantes AM 820, o senador Ronaldo Caiado chegou a dizer que recorreria ao Exército Brasileiro e à Força Nacional de Segurança Pública para cuidar do combate à criminalidade em Goiás.

“Segurança pública de qualidade se faz com praticidade, mas não com praticidade empírica, burra e tosca”, rebateu Balestreri. Segundo ele, a ação eficiente e eficaz “depende de boa técnica, de ações interativas intersetoriais, de liderança moral cumpridora da lei — enérgica, mas ética e não paradoxal no discurso e nas práticas, nunca cedendo ao mal para combater o mal.”

Histeria convulsiva

Balestreri afirmou que, em Goiás, estamos vivendo “quedas extraordinárias” nos índices criminais (mais de 18 meses derrubando a maioria dos índices, 8 meses derrubando 11 dos 12 índices acompanhados, 4 meses derrubando todos os indicadores).

“Aprofundamos cada vez mais um sistema de gestão inteligente, racional e científico, além de valorizarmos permanentemente as instituições e as forças policiais, sem, contudo, deixar de punir resolutamente os desvios”, escreveu.

Para o secretário, que é professor e especialista em segurança pública, “se truculência, grito, falta de sobriedade e descontrole emocional resolvessem alguma coisa, o Brasil estaria vivendo a paz de um paraíso”. “Na história contemporânea do estado brasileiro tem prevalecido esse tipo de histeria convulsiva, sem limites e de caráter midiático”. De acordo com sua análise, “décadas disso só agravaram, e muito, todas as coisas”, acrescentou.

 

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