Segundo turno conta com eleição suplementar em cinco municípios de Goiás

Eleitor vai escolher prefeitos e vice-prefeitos para substituir aqueles que tiveram seus mandatos cassados

Eleitores de cinco municípios do estado de Goiás, além de votar para presidente, irão escolher prefeitos e vice-prefeitos em eleição suplementar no dia 28 de outubro de 2018. As cidades que terão eleição para a prefeitura são Davinópolis, Divinópolis, Planaltina de Goiás, Serranópolis e Turvelândia.

Nas urnas, o goiano que vota nesses municípios terá que digitar o número da chapa escolhida para ocupar a respectiva prefeitura. O horário para a votação acompanha o determinado para o segundo turno: das 8h às 17h. A eleição suplementar é prevista no artigo 224, §3º, do Código Eleitoral (Lei 4.737/1965), e foi convocada nos respectivos municípios devido à cassação das chapas eleitas em 2016.

Entenda cada caso:

Em Davinópolis, o prefeito Robson Luiz Ferreira Gomes (PR) e seu vice Rony Felix Rodovalho (PSDB) tiveram a chapa cassada neste ano por prática de condutas proibidas a agentes públicos em campanha eleitoral. A decisão denuncia “abuso do poder político e de autoridade e captação ilícita de sufrágio durante as eleições de 2016, quando Robson Luiz era candidato à reeleição”.

Alex Santa Cruz Oliveira (PPS) e Jofre Pereira Cirineu Filho (PPS), respectivos prefeito e vice-prefeito de Divinópolis, foram cassados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acusados de compra de votos, além de doação de combustíveis e passagens em troca de votos.

O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) cassou também a chapa que geria a prefeitura de Planaltina de Goiás. O prefeito David Alves Teixeira Lima (PR) e sua vice Maria Aparecida dos Santos (Pros) foram impedidos de continuar o mandato, por compra de votos. Também apurou-se que a chapa fez promeças de manutenção de cargos públicos de comissionados e fez ameaças de perda de emprego em caso de derrota durante a campanha em 2016.

O prefeito Lidevam Lúdio de Lima (PSDB) e o vice-prefeito Cleosmar de Almeida (PR) de Serranópolis tiveram a chapa cassada, devido a prática de abuso de poder econômico, captação ilícita de sufrágio. Além disso, foram condenados a pagar multa por propaganda eleitoral irregular.

Em Tuverlândia, a prefeita Reila Aparecida Naves de Farias (MDB) e o vice Alex Queiroz Florêncio (PTC) tiveram o mandato cassado pelo TRE-GO, acusados de aproveitar o mandato do ex-prefeito Ailton Minervino para prometer a entrega de lotes em troca de votos.

 

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