Antecipando-se ao risco da chegada da doença no Brasil e, principalmente em Goiás, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde, já elaborou um plano para conter e evitar a propagação da doença

Motivo de preocupação no mundo inteiro, a epidemia do ebola já vitimou milhares de pessoas em diversos países, sobretudo na África. Antecipando-se ao risco da chegada da doença no Brasil e, principalmente em Goiás, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde, já elaborou um plano para conter e evitar a propagação da doença.

Segundo o secretário Halim Girade, o Estado está preparado para lidar com os possíveis casos de suspeita da doença. “Fizemos um Plano de Contingência, estamos capacitando os profissionais de Saúde de todo Estado e nossa unidade de referência, o Hospital de Doenças Tropicais Anuar Auad, o HDT, já está preparada para lidar com possíveis casos suspeitos”, disse.

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O ebola vem causando preocupação no mundo todo desde fevereiro, quando deu-se início a um surto que já atingiu mais de 8 mil pessoas, causando a morte de quase 4 mil. A maior parte dos casos foi registrada em Guiné, Serra Leoa e Libéria. Um caso foi confirmado nos Estados Unidos e outro na Espanha, a partir do contato das pessoas infectadas por doentes na África.

Após uma orientação do Ministério da Saúde para o enfrentamento da doença, a Secretaria da Saúde de Goiás instituiu um Comitê Técnico Permanente de Discussão de Casos Suspeitos de Doença pelo Vírus Ebola e criou um Plano de Contingência. O plano passará por atualizações constantes e prevê ações necessárias para conter o vírus, caso chegue ao território goiano.

O primeiro passo adotado é a capacitação dos profissionais de saúde. 377 servidores, indicados por 56 municípios goianos, passaram por cursos para conhecer dados sobre os sintomas, formas de contágio e medidas a serem adotadas diante de um caso suspeito.

A previsão da Secretaria de Saúde é que até a segunda quinzena de outubro todos os municípios sejam alcançados com os treinamentos já programados. Técnicos da Suvisa também estão passando por revisões periódicas por meio de videoconferências com o Ministério da Saúde.

A unidade referência no Estado para encaminhamento de pessoas com suspeita de contaminação pelo ebola é o Hospital de Doenças Tropicais Anuar Auad (HDT). “Ele será um hospital de passagem para receber o paciente, pois todos os casos suspeitos serão enviados ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, transportados pela Força Aérea Brasileira”, relata Girade.

O HDT conta com um quarto de isolamento preparado para receber pacientes com suspeita de ebola até que o transporte para o RJ seja efetuado. Os profissionais já contam com os equipamentos de proteção individual.

Suspeita de ebola no Brasil

O país entrou em alerta quando Souleymane Bah, de 47 anos, deu entrada em uma Unidade de Pronto-Atendimento em Cascavel (PR), na última quinta-feira (9/10). Ele chegou ao Brasil, vindo da Guiné, no dia 19 de setembro.

Na sexta-feira (10), ele foi transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, referência nacional para casos de ebola. Ele, assim como as 64 pessoas com quem teve contato no país, permaneceram em isolamento enquanto o caso era apurado.

O primeiro exame, cujo resultado foi divulgado no sábado (11), deu negativo para a doença. No entanto, a suspeita de ebola só foi descartada de vez nesta segunda, com o resultado de um segundo exame laboratorial realizado.

As 64 pessoas que tiveram contato com o paciente já foram liberadas do monitoramento. Já a liberação do africano Bah dependerá da avaliação da equipe médica que o atende.