Secretaria Estadual de Desenvolvimento ganha comitê para mulheres e diversidade

Criação do núcleo é resultado de um decreto do governador José Eliton. Objetivo é promover campanhas contra o assédio e outras formas de violência

Superintendente interina de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica da SED, Kássia Miguel | Foto: Leopoldo Fernandes/SED

Resultado de um decreto do governador Zé Eliton e de uma portaria do secretário Leandro Ribeiro, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento (SED) começou a semana com a criação de um comitê permanente para questões da mulher e da diversidade.

O núcleo será responsável por desenvolver e monitorar políticas voltadas para as mulheres e para a diversidade na pasta do governo, além disso terá um regimento interno com autonomia para definir a pauta de ações e reivindicações.

“O comitê abre uma força de diálogo para valorização da mulher com políticas efetivas, que surgem das próprias demandas das servidoras”, afirmou o superintendente executivo da SED, Roberto Freire em nota enviado para o Jornal Opção.

Entre as participantes do comitê está constam a superintendente interina de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica da SED, Kássia Miguel. Segundo ela, que ligou a ação como uma forma de lutar contra os riscos diários do público feminino, há mulheres que se calam diante do medo de se expor, por exemplo, ao sofrer assédio sexual ou moral. “Quando você cria essa estrutura, o problema passa a ser trabalhado e refletido para que não aconteça mais, então há uma expectativa muito grande entre as servidoras”, explica.

Segundo Kássia, denúncias feitas na Ouvidoria serão encaminhadas para o Comitê. “Além disso, nós somos colegas de departamento e estamos em contato diário com todas”, completa. O Comitê tem a participação de cinco servidoras como titulares e quatro suplentes.

Além da promoção de campanhas contra o assédio e outras formas de violência contra a mulher, as atribuições do comitê incluem a realização de palestras, conversas e estudos para sensibilizar os servidores sobre as questões abordadas e subsidiar o planejamento de ações.

Para a conselheira do Conselho Estadual da Mulher (Conem), a servidora da SED Solange Oliveira Botosso a notícia é um avanço. “O comitê poderá responder a perguntas sobre o que as mulheres que trabalham conosco querem, do que elas estão precisando, quais problemas enfrentam”, exemplifica.

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