Secretaria de Saúde reforça que atendimento mínimo deve ser mantido durante greve

Paralisação foi anunciada na última quinta-feira (15) pelo Sindsaúde; profissionais querem arquivamento de proposta de redução do prêmio de incentivo

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) se posicionou, nesta sexta-feira (16/9), a respeito da greve dos servidores de Saúde do Estado. Em nota, a pasta informou respeitar o direito de paralisação dos servidores.

A SES lembrou ainda que a assistência médica é um serviço ou atividade essencial e a greve deve respeitar a legislação, sem prejudicar o atendimento mínimo à população. “Os atendimentos de emergência e urgência, UTI e atividades afins também devem ser garantidos durante o período de greve, como também mantida a sequência do tratamento dos pacientes internados”, ressaltou a pasta.

A secretaria também afirmou que a política salarial dos servidores do Estado é de competência da Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento (Segplan).

Paralisação

A greve dos servidores da Saúde foi anunciada na última quinta-feira (15) pelo Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (Sindsaúde) após assembleia da categoria. A justificativa dos servidores é o encaminhamento à Assembleia Legislativa do projeto do governo que reduz em 50% o prêmio de incentivo dos trabalhadores.

Com a paralisação, as unidades terão os atendimentos reduzidos garantindo somente os serviços de urgência e emergência. Os trabalhadores querem pressionar pelo arquivamento da proposta.

Para a presidente do Sindsaúde, Flaviana Alves, “a redução de 50% no adicional de produtividade afetará o orçamento de mais de 7 mil famílias”. Ainda segundo ela, “com o não pagamento da data-base de 2007, 2008, 2009, 2010, 2015 e de 2016 e o descumprimento do Plano de Carreiras, não restou alternativa a não ser decretar a greve”.

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