Secretária de Educação vai à Assembleia para explicar projeto que adequa salário de professores

Matéria está em tramitação na Assembleia Legislativa, mas não foi colocada em votação pela segunda vez na semana

Foto: Lívia Barbosa / Jornal Opção

A secretária de Educação Fátima Gavioli esteve nesta quarta-feira, 25, na Assembleia Legislativa de Goiás para explicar o projeto adequação dos salários dos professores P-I e P-II aos deputados. A matéria tramita na casa legislativa, mas não foi colocada em votação na terça nem nesta quarta-feira por pressão da oposição.

“O nosso desejo era pagar os 12,84% para todos, mas esse impacto representa um recurso que o estado não tem. Serão 9,5 mil beneficiados pelo projeto. A lei do piso é uma previsão legal para que nenhum professor receba abaixo do estipulado, é essa adequação que o projeto está fazendo”, afirma a secretária.

O projeto enviado pela governadoria propõe aumento de 12,84% para vencimentos dos cargos de professor PI e PII do quadro permanente e professor assistente, ambos do magistério público estadual.

No plenário, Amauri Ribeiro (Patriota) pediu desculpas ao líder do governo Bruno Peixoto (MDB) por ter se manifestado contra o projeto apresentado durante plenária na terça-feira, 25. “Quem votar contra está votando contra o benefício a 9 mil professores. Em momento algum existe congelamento de salário. Há uma estimativa para os próximos anos”, aponta.

O líder do governo argumentou que a concessão de reajuste de 12,84% apenas aos professores P1 e P2 da rede estadual de ensino, está atrelada à falta de capacidade financeira do governo. Deputados da oposição querem que o reajuste possa contemplar também os dos níveis P3 e P4 dos quadros da Secretaria Estadual da Educação.

Para a deputada Delegada Adriana Accorsi (PT) o projeto fere o princípio da isonomia previsto na Constituição Federal Brasileira. “Esse projeto traz tamanha injustiça. É justo que eles [os professores] tenham um reajuste, mas todos eles. Os demais também precisam receber. Beneficiar apenas uma parte é ilegal”, destaca.

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