Secretaria da Educação diz que Estado não gastará “um centavo a mais” com OSs

Raquel Teixeira fez uma transmissão ao vivo no Facebook para esclarecer dúvidas sobre gestão compartilhada

A secretária de Educação, Cultura e Esporte de Goiás, Raquel Teixeira, utilizou as redes sociais para esclarecer dúvidas sobre o modelo de gestão compartilhada que será implantado em 2017 nas 23 escolas estaduais da regional de Anápolis e garantiu que os gastos não vão aumentar com entrada da organização social (OS).

“O Estado não gastará nem um tostão, nem um centavo a mais, com a OS que venceu o chamamento público”, assegurou. Dados apresentados pela professora mostram que, hoje, o governo investe R$ 351 reais por aluno a cada mês. E é exatamente este montante que foi utilizado como base de cálculo do edital.

Nas unidades anapolinas que serão geridas pela OS, são 16.569 alunos matriculados, totalizando aproximadamente R$ 5,8 milhões mensais de investimentos. Contudo, não é esse o montante a ser repassado: os professores e servidores efetivos continuarão a receber pela folha de pagamento estadual. Ainda não há uma estimativa de quanto será repassado efetivamente por cada escola, justamente por que o número funcionários varia.

“O importante é que, com o dinheiro em mãos, a OS vai poder gerir as despesas de uma forma melhor. Por exemplo, comprará materiais mais baratos, fará reformas e reparos de forma mais ágil, otimizará o processo. Sem contar que poderá pagar melhor os temporários”, argumentou.

A secretária disse que todo o processo está acontecendo da forma “mais transparente possível” e que a implantação das OSs é uma aposta do governo em uma educação melhor, porém isso não significa que é definitivo. “Estamos fazendo uma ampla discussão com os professores, alunos e famílias. Ao final do ano, faremos uma avaliação e toda a sociedade discutirá a gestão compartilhada”, destacou.

Além disso, o governo de Goiás continuará a investir na carreira dos professores efetivos e já há previsão de concurso para algumas áreas específicas. “Mas é importante dizer que é possível construir uma carreira tão digna via CLT [Consolidação das Leis de Trabalho]. Petrobras, Embrapa e Caixa são alguns bons exemplos de empresas que têm vagas competidíssimas pela CLT”, lembrou.

Questionada se a implantação das OSs configuraria uma “privatização” da educação, a titular da Seduce refutou veementemente. “Nossa rede continuará sendo pública, gratuita e aberta a todos. Goiás está aprimorando o sistema de oferta da educação pública. Educação não é mercadoria, é o bem maior, uma conquista pessoal. O papel do Estado é oferecer condições dignas aos alunos. É isso que estamos fazendo”, defendeu.

Na transmissão ao vivo, ela contou ainda sobre sua viagem aos Estados Unidos neste mês, onde aprofundou conhecimentos sobre o sistema de “charter-schools” (modelo similar ao das OSs).

Protestos

Raquel Teixeira classificou as ocupações de escolas e manifestações contrárias à implantação das OSs na educação como “desconhecimento”, pois não é possível ser contra algo que nem sequer sabe como funcionará. “Temos que ter abertura para mudanças, é uma realidade no mundo todo. Se não estamos abertos para o Uber, vamos morrer defendendo só taxi, perdendo um serviço mais barato e de qualidade. A gestão compartilhada é uma mudança que é pertinente para o mundo real. Chegou tempo de uma nova forma de governar”, arrematou.

Veja o vídeo completo abaixo:

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