“Se o amianto fosse tão grave assim, minha geração não estaria aqui”, afirma deputado

Coronel Adailton defende a extração de amianto em Goiás, impedida pelo STF

O deputado estadual Coronel Adailton (PP) defendeu o projeto que autoriza a extração de amianto no Estado, aprovado em primeira votação, por unanimidade, no plenário da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

O parlamentar enfatiza que a proposta vislumbra apenas a autorização da extração para fins de exportação. Assim, o projeto não entrará em conflito com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu em 2017, pela proibição da produção ou uso de qualquer tipo de amianto no Brasil, em função da propriedades cancerígenas da fibra mineral.

O deputado criticou a atuação do STF e acredita que o tribunal está saindo da sua zona de poder, ao querer legislar dentro dos municípios.

“A função do STF é fiscalizar se as leis são ou não constitucionais, se as ações ou atitudes tomadas são ou não constitucionais. O STF tem legislado demais. Está tomando o papel do Congresso Nacional, querendo fazer o papel dos deputados e até dos vereadores”, argumenta.

Na avaliação do deputado, os estudos científicos sobre o perigo do amianto não são críveis e há que se ponderar sobre a importância financeira da extração para a economia do Estado.

“Se o amianto fosse tão grave assim, para a saúde, a nossa geração, a minha geração, não estaria aqui. Essa é uma questão de resgatar, de salvar a população de uma cidade. Minaçu está hoje jogada às traças com a falta deste trabalho. A cidade foi construída ao redor da mina de amianto. E o amianto que é extraído em Minaçu é do tipo ‘crisotila’ que não faz mal a saúde”, afirma.

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