Exames descartam a possibilidade de um surto de rubéola em Goiânia. A suspeita era que quatro crianças – duas delas com menos de dois anos – de um Cmei da região Sudoeste de Goiânia estivessem com a doença, mas, segundo nota divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o diagnóstico de todas elas, assinado pelo Laboratório Lacen, deu negativo para rubéola, sarampo e dengue.

A Secretaria da Saúde de Goiânia vai continuar acompanhando as crianças, mas só a possibilidade de surto foi preocupante porque a adesão à vacinação de crianças contra a rubéola é baixa em todo o Estado. A cobertura da vacina tríplice viral, que protege contra rubéola, caxumba e sarampo, é de 65% na capital e, em Goiás, é de 83,5%. O recomendado pelo Ministério da Saúde é um índice de pelo menos 90%.

De acordo com dados preliminares do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações do Sistema Único de Saúde, até o mês passado, Goiás estava abaixo da meta da cobertura vacinal do calendário nacional de vacinação das crianças menores de dois anos na imunização contra todas as doenças presentes no cartão de vacinação. Essa faixa etária é o público-alvo recomendado pelo Ministério da Saúde para cobertura vacinal que estipulou a meta de cobertura vacinal de 90%.

Apesar de não ter atingido a meta em nenhuma doença, nos últimos dois anos em Goiás, apenas a cobertura vacinal de crianças menores de dois anos contra febre amarela registrou redução, saindo de 65,98% em 2021 para 64,34% em 2022. Já as doenças em que a imunização está mais adiantada são pneumonia, meningite e otite, todas causadas por dez sorotipos de pneumococos. A vacina pneumocócica 10 valente foi aplicada em 84,05% das crianças dessa faixa etária.