Saiba o que previam os contratos de até R$ 216 milhões entre empresas de Vorcaro e escritório da família de Moraes
11 setembro 2026 às 17h22

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Documentos tornados públicos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 11, revelam que empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro negociaram contratos com o escritório Barci de Moraes, que tem entre os sócios Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e dois filhos do casal. Os documentos previam a prestação de serviços jurídicos e de consultoria, inclusive perante diferentes órgãos públicos.
Um dos contratos foi firmado em janeiro de 2024 entre o Banco Master e o escritório. O acordo previa representação em processos judiciais em todas as instâncias, além de serviços relacionados a programas de compliance e atuação em procedimentos policiais e administrativos.
O documento também previa serviços envolvendo órgãos como o Banco Central, a Receita Federal e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Outro documento, datado de maio de 2025, envolve a Viking Participações, empresa controlada por Vorcaro. A proposta previa consultoria estratégica e atuação jurídica em processos judiciais em todas as instâncias. Diferentemente do acordo firmado com o Banco Master, porém, esse documento não contém assinaturas.
Os dois documentos estabeleciam honorários mensais de R$ 3 milhões pelo período de 36 meses. Caso ambos tivessem sido efetivamente firmados e cumpridos integralmente, os valores poderiam chegar a R$ 108 milhões por contrato, totalizando R$ 216 milhões.
Entenda o caso
A divulgação dos documentos ocorreu após o ministro André Mendonça retirar parte do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master, que estão sob sua relatoria no STF. A medida ocorreu após pedido do presidente da Corte, Edson Fachin. Parte do material relacionado às apurações, entretanto, continua sob sigilo.
O caso também envolve mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e a Daniel Vorcaro que vieram a público com a retirada parcial do sigilo.
Em nota, o escritório Barci de Moraes afirmou que houve apenas uma contratação efetiva com o Banco Master. Segundo a banca, a proposta envolvendo a Viking Participações não foi aceita nem assinada.
O escritório também informou que o contrato firmado originalmente foi encerrado após a liquidação do Banco Master e negou que tenha ocorrido transferência ou substituição do acordo por outro instrumento.
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